Lúcidos de Maccan

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Lúcidos de Maccan

                                      R. Mattos

“Aquele pedaço dentro de mim

Imerso, esperando algo acontecer

Como um pássaro procura por sua liberdade

Em sonhos encontrei minha realidade.”

O encontro

O jovem depois de uma longa caminhada finalmente chegou esperançoso e confiantemente positivo, ao lago da boca do dragão. Havia árvores de todos os tipos e tamanhos, com cores verdes e até mesmo em tom azulado cercando o grande lago. Peixes e pequenas rochas circulavam ali dentro. A grama parecia um grande tapete verde cercando o grande circulo que formava o lago, cercas brancas em volta de um campo mais na frente fazia o temático de paraíso. A sua volta avistava várias aves de inúmeras cores. Um grupo de rolinhas voaram assustadas de uma arvore pequena para uma maior quando uma brisa forte que passara por ali. O céu estava limpo, sem nuvens, apenas o sol clareando e não aquecendo tanto, estava uma sensação térmica deslumbrante, não fazia nem frio nem calor, porem um pouco úmido estava o ar. Era por volta de 9 horas da manhã e como ali chovia constantemente o tempo era bastante molhado, geralmente no inverno poucas pessoas passavam por ali. A luz do dia clareava toda a área, era perfeito para um piquenique em família ou um passeio em ar livre. O lago do dragão tem um espírito encantador, todos que vão até lá sentem algo incomum no dia a dia. É como estar no Jardim do Éden ou em um paraíso florestal. O som do lago é calmo e convidativo para um pequeno cochilo ao lado, é bastante relaxante. Quando uma brisa passa de um lado ao outro por cima do lago chega a ser incrivelmente cinematográfico como tudo é sincronizado. As árvores balançando em harmonia com a pequena onda que o vento deixa por cima do lago, algumas folhas voando solitárias e sem rumo. Mesmo no inverno é possível sentir um calor interior, como se você estivesse frio por fora e o lugar o esquentasse com a linda paisagem.

De frente para uma pequena trilha de terra misturada com algum tipo de areia ele seguiu olhando para frente, deslumbrado pelo lindo lugar, fugiu da cabeça por 10 segundos o porquê da sua vinda ao lago. Ao ouvir risadas e gargalhadas percebeu que realmente havia outras pessoas além dele ali e começou a procurar. Andando mais na frente dava pra ver um grupo de pessoas. O maior grupo estava em pé e apenas dois ou três estavam sentados em um toco de madeira velha. Atrás das que estavam em pé tinha outro lago, porém menor.  Parecia mais raso, não dava pra ver peixes nem rochas por perto, mesmo sendo pequeno era tanto quanto bonito como o outro. O lugar onde ele pisava agora era mais fofo, sentia a grama amaciar seus pés calçados, e a cada passo dado sentia um pouco da batida de seu coração, mesmo calmo estava afoito, intrigado e curioso. Continuou andando até se aproximar o bastante para ver os rostos e fisionomias das outras pessoas que estavam ali.

Agora ele sentia algo aplausível. Encontrou por volta de 150 jovens meninas. Tinha garotas altas, pequenas, loiras, morenas, ruivas, negras, pardas e brancas. A beleza corria pelos campos verdes daquele lugar. Todas juntas e de mãos dadas esperando algo acontecer. Era como um coral de garotas. 

Agitado por novas emoções resolveu então procurar pela garota com quem se apaixonara em seus sonhos anos atrás, ele sabia de que sua amada estava no meio daquele monte. Observando com atenção e quieto. Viradas para frente de três pessoas que estavam sentados um ao lado do outro no toco de madeira. Um homem mais velho que aparentava ter seus 39 anos, tinha cabelos de cor marrom compridos chegando até os ombros, olhos castanhos claros com um tom azulado, talvez por causa da luz refletida do sol em todos que estavam ali. Ele não parecia ser alguém importante, mas estava bem vestido com uma camisa bege e túnicas cinza acrescentando nobreza. Era assustador como todos estavam quietos depois do jovem ter chegado. Com o homem estavam outras duas mulheres idosas sentadas, uma delas estava com túnicas banhadas na cor branca e a outra seguiu o mesmo princípio do homem, com uma túnica cinza. A idosa da esquerda estava com um tipo de diário ou um pequeno livro.

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