cap.25

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Bloqueei o telemóvel e coloquei-o dentro da mala, olhando novamente pela janela. A Yasmin estacionou o carro, antes de “entrar” bem no Times Square, pois era melhor fazer o caminho a pé, a ver as montras, que de carro, por causa das pessoas que lá estavam. Sai do mesmo e bati com a porta, andando chateada na direcção da Yasmin.

Ela colocou-se a meu lado e começámos a andar, vendo as montras e as diferentes pessoas que passavam por nós em correria. Parámos à frente de um restaurante e sentámo-nos numa mesa, esperando que nos atendessem, fizemos os pedidos e esperámos algum tempo, até sermos servidas.

Yasmin – Era o Justin? – Ela perguntou baixo.

- Era… - Suspirei.

Yasmin – Contaste-lhe sobre nós? – Assenti. – E ele ficou chateado, como é óbvio. – Dei de ombros.

- Isto passa-lhe, ele tem que confiar em mim.

Yasmin – E eu tenho que arranjar forma de contar ao Jackson. – Suspirou. – Ele vai-se passar.

- Gostas mesmo dele, Yasmin? – Perguntei. – Sê sincera.

Yasmin – Gosto, mesmo.

- Não era mais fácil se eles vivessem cá? Se andássemos todos na mesma escola, se o John e a Andrea não nos tivessem separado, se eles apenas se odiassem por um ser o capitão da equipa de basket e o outro, não ter conseguido ter esse mérito?

Yasmin – Era mesmo, sem brigas, sem armas, sem policia, sem tráfico, sem todas as merdas em que estão envolvidos.

Suspirei e continuei a comer, enquanto imaginava tudo, o que lhe tinha dito. Era bem mais fácil para o John aceitá-lo, não que fosse muito relevante neste momento, se ele fosse apenas o popular da escola e não o criminoso que é ou que todos pensam que ele é. Por mais que goste dele e que consiga compreender as coisas que faz, as pessoas de fora nunca vão compreender.

Eu consigo ver a pessoa fantástica que ele é e as outras pessoas, só vêm o que ele deixa transparecer.

E em todos os momentos, será a minha palavra, contra a do mundo inteiro.

O Justin ia continuar sempre com a fama que tem.

Quando acabámos de jantar, visitámos algumas lojas, comprámos algodão doce numas bancas que andavam entre as pessoas e depois sentámo-nos num banco de jardim, de frente uma para a outra, enquanto comíamos o algodão.

Depois de muitas conversas, já nos via a rir uma com a outra e a trocar olhares confiantes, olhares que me fazia crer que ela estava diferente, pelo menos a mostrar um outro lado dela. Pois nunca imaginei rir-me com a Yasmin Dobrev, nunca imaginei sequer dividir o mesmo quarto com ela e sobretudo, que ela fosse minha irmã, era absurdo mesmo.

Quando o telemóvel dela apontava a uma da manhã, voltámos para o carro, já cansadas e com os pés doridos, devido a termos estado quase sempre em andamento.

Entrámos no carro e descalçamo-nos, aconcheguei-me bem no banco e ela fez o caminho de volta para casa, chegando lá mais rápido, do que chegou ao Times Square.

Entrámos pela janela do quarto, onde a Maya já dormia. Ela pousou as chaves no mesmo lugar onde as tinha tirado, encostou as botas a um canto do quarto e eu coloquei as minhas ao lado das dela. Vesti o pijama, lavei os dentes, prendi o cabelo numa trança e subi para a minha cama, não me esquecendo de levar o telemóvel comigo.

Ouvia a sussurrar-me as boas noites e a agradecer-me pelo voto de confiança, retribui as boas noites e disse-lhe para não me desiludir, não agora. Antes de adormecer, peguei no telemóvel e escrevi uma mensagem para o Justin.

AAD - Didn't Finish Yet - Second Season.Leia esta história GRATUITAMENTE!