05 - As verdades do gato (penúltimo conto)

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Enquanto Eloy assistia, da arquibancada do ginásio, a mais uma cesta de três pontos feita por seu melhor amigo, lembrava da época em que conseguia esbarrar nele para roubar-lhe a bola sem que isso fizesse seu coração disparar. Mas naquele momento, notando que além dele havia várias garotas admirando os dribles habilidosos de Lucca, percebeu como o abismo entre eles estava aumentando. Respirou fundo e cruzou os braços, desviando os olhos para um livro sobre prototipagem eletrônica quando Lucca levantou as mãos para ele, se exibindo pelo talento no basquete.

Já fazia um tempo que ele não conseguia conversar com o esportista de forma normal. Quando estavam próximos, sua pele queimava e seu peito apertava. Mas Eloy insistia em ainda presenciar cada um dos jogos. Era o único momento onde podia pregar seus olhos em Lucca sem que a situação ficasse suspeita.

Ao final do jogo Lucca se aproximou, ainda com o calor do corpo emanando de seus poros.

— Não sei como você consegue ficar parado só assistindo meus treinos - admitiu ele, bagunçando os cabelos loiros do amigo. — Se fosse eu, iria invadir a quadra e fazer uma cestas.

Enquanto Lucca falava, Eloy recolheu os cadernos que tinha levado para estudar. Se levantou e deu as costas ao outro, indo em direção à saída do ginásio universitário.

— Hey, Loe! Não me deixe falando sozinho! - Lucca se atrapalhou para retirar uma jaqueta da mala esportiva. Estava frio do lado de fora. Apenas quando conseguiu alcançar o menor é que reclamou: — Você tem feito muito disso ultimamente. Me ignora, sai sem conversar comigo... O que tá rolando? Foi alguma coisa que eu disse?

— Eu só estou cansado, Lucca. Enquanto você corria atrás da bola eu estava tentando entender umas coisas para a semana de provas. Você sabe que meu curso é puxado...

— Ah, eu sei. Mas eu estava lá na quadra, fazendo aquele show todo pras meninas me olharem. Será que essa apatia sua não é inveja de mim? Hein? Hein? - caçoou Lucca, dando um leve soco no ombro do amigo. — Elas nem perceberam que você estava lá, mesmo com essa carinha de anjo que tem.

— Você não pode estar falando sério - inconformou-se Eloy. — Acha mesmo que eu tenho a mínima vontade de ser o centro das atenções delas?

— Bom, todos os caras do time querem - riu o esportista.

— Até você? - replicou o garoto, cravando os dentes e evitando olhar para o lado.

— Err... - hesitou Lucca, olhando de esguelha para o outro. — Claro, elas são tudo o que os caras desejam, não viu?

— Não, eu estava ocupado observando algo mais interessante... E com menos curvas.

— Aqueles livros cheios de fórmulas e linhas? - debochou o esportista, referindo-se às representações gráficas de resistores. — Mas você está sempre estudando. Durante o jogo poderia prestar pelo menos um pouco de atenção. Queria que tivesse visto a última cesta... Eu estava no meio da quadra, sendo marcado dos dois lados, e zup! A bola girou quatro vezes no aro antes de entrar!

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