Capítulo trinta e cinco

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Espero que gostem 💗 Boa leitura 📖
📝
Alana

O bolo em questão era de baunilha com cobertura de mirtilos e bluberry o favorito da Karen, mamãe fazia em todos os seus aniversários e em datas especiais, ela amava aquele bolo de um jeito único.

Como eu queria que ela estivesse aqui agora, como queria que aquele acidente não tivesse passado de um pesadelo ruim...

Minha mãe me apertou em seus braços e depois limpou minhas lágrimas, segurando minha mão e a da Lu, entramos na confeitaria que estava perfeita, tudo estava exatamente do jeito que minha mãe havia sonhado todos esses anos.

Haviam alguns sofás com mesas dos dois lados da confeitaria e no meio mesas estavam dispostas organizadamente, uma vitrine estava ao lado do caixa e ao fundo a cozinha e o escritório. A decoração das paredes era num tom de rosa claro e docinhos foram desenhados dando um aspecto fofo ao local. Atrás da vitrine tinha um quadro com os doces e bolos que seriam vendidos e um aparelho de som com as caixas em cantos diferentes do lugar.

— Tia, isso aqui está muito lindo, acho que a galera da escola vai amar! Vai virar o novo point, vai ser o maior sucesso! – Lu disse abraçando-a e eu não podia deixar de concordar, apesar de termos vindo de carro, a confeitaria ficava a apenas duas quadras da escola.

— Também acho viu, mãe! Não tem como não amar seus doces e esse lugar! – falei e ela sorriu pra mim emocionada.

Depois de olharmos tudo com calma, fechamos o local e fomos para casa, enquanto a mamãe fazia o almoço, Luana resolveu fazer companhia a minha avó, já que hoje ela não tinha terapia, e eu fui para o meu quarto.

Me joguei na cama e coloquei os meus fones até achar a música que eu queria escutar, Mercy do Shawn Mendes começou a tocar e eu fechei os olhos para senti-la.

Acho que cochilei, pois acordei com um Matheus muito suado do meu lado.

— Garoto, que nojo! Não podia ter tomado um banho antes de vir não? – perguntei tirando os fones e passando a mão nos meus olhos.

— Qual foi, morena! Vim correndo te ver e tu me trata assim? – ele pergunta sorrindo, mostrando suas covinhas.

— Mano, tu podia ter tomado um banho antes, quem te deixou subir? – questionei me sentando, mas ele segurou minha cintura, puxando para mais perto dele, deixando-nos frente a frente.

— Sabe que sua mãe me ama né? Mas não foi ela que me deixou subir não, vim correndo da escola pra cá, pulei a sacada e vim para o teu quarto. – ele explicou como se fosse a coisa mais normal do mundo.

— Você tá é louco! Se minha mãe te pega aqui, vamos escutar os dois, Matheus!

— Vamos nada! Eu só queria ficar contigo, fiquei muito mal pelo que te fizeram na escola, minha mãe me ligou e tudo, disse que a diretora marcou uma reunião para quinta.

— Também queria que estivesse comigo, mas toda essa situação passou do limite, mamãe ficou furiosa e com razão, elas me disseram coisas horríveis.

— Aquelas garotas passam do limite mesmo, mas muito me admira o jornal da escola publicar aquilo.

— Eles querem visualizações, querem vender e polemicas trazem público, infelizmente.

— Me desculpe por te por numa situação dessas morena, as vezes me sinto culpado, essas meninas estão te atacando porque não conseguem aceitar nosso namoro... – ele disse cabisbaixo.

— Não se sinta culpado, meu amor. Isso não é culpa sua, essas meninas não têm nada melhor para fazer na vida e se sentem bem maltratando os outros, elas fazem isso desde que entrei na escola, a Karen sempre foi o meu escudo, ligando o foda-se para tudo o que elas diziam e agora eu preciso aprender a lidar com tudo isso sozinha. – falei acariciando seus cabelos.

— Não precisa não, você tem a mim, sempre. – ele respondeu me dando um selinho – Acredita que sonhei com o Alex essa noite? Na verdade foi mais uma lembrança, estávamos jogando bola no quintal dos meus avós e ele me dizia para aprender a perder, pois nem sempre se ganhava, sinto tanta falta dele, tanta falta que as vezes me sufoca, não sei como conseguirei entrar no campo sábado para jogar sem ele. – Math disse me apertando em seus braços, seu rosto ficou em meu pescoço e pude sentir algumas lágrimas.

— Vai ficar tudo bem, meu amor. Eu vou estar lá com você... – falei acariciando seus cabelos o confortando.

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#Mathena 😍😍
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