Capítulo 1: Eu sou uma Semideusa?

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Estava andando pelas ruas de Nova York, a manhã estava fria como de costume. Inspiro fundo e sinto o ar gelado entrar em meus pulmões depois expiro e o ar vira uma pequena fumaça..

Continuo andando até passar por um beco, ouço barulhos estranhos - espadas se chocando e vozes. Como sou curiosa adentro o beco, me deparando com um garoto mais velho que eu e um monstro de aproximadamente dois metros de altura, usando uma toga de plástico e com uma clava de madeira, e somente um olho na testa.

- Acho que estou tendo alucinações... - murmuro pra mim mesma.

Fico olhando a luta quando infelizmente o monstro me vê... Desarmada!

Queria que meu senpai me notasse com essa facilidade. -penso.

Ele anda na minha direção e um sorriso divertido brota em meus lábios.
O monstro fica a um metro de distancia de mim e diz:

- O que temos aqui? Dois semideuses preciosos! Hoje é meu dia de sorte! - ele solta uma risada maligna.

Olho para os lados procurando algo para bater nele, e vejo um bastão de ferro. O.k né? Quem não tem cão caça com gato, não é o que diz o ditado?

O monstro ainda está a minha frente, me olhando. Me aproximei dele - com uma coragem que não sei da onde surgiu -, e ele me ataca com a clava mas eu desvio e o ataco com o bastão o acertando no braço. Ele por sua vez desvia, e volta a me atacar e eu continuo desviando mas, do nada ele explode em um pó dourado e o vento o leva.

- Mas, o que...? - murmuro surpresa. Olho para onde o monstro estava e vejo o garoto ofegante.

Ele era bastante parecido comigo. A diferença é que, tenho cabelos ondulados pintados de lilás com as pontas azuis claro.

O garoto é magro, tinha cabelos pretos desarrumados, olhos pretos e era assustadoramente pálido. Usava uma camisa preta com uma caveira branca, uma calça jeans e uma jaqueta de aviador, um tênis surrado e segurava uma espada negra.

Legal, ele é gótico...

- O que era aquilo? E quem é você? - pergunto ao garoto.

- Aquilo era um ciclope. E eu sou o Nico. - ele estende a mão para me cumprimentar - Nico Di Angelo. - aperto sua mão e digo:

- Harley Vasconcelos. - sorrimos. - Por que aquilo estava te atacando?

- Longa história. Lhe explico no caminho. Vamos? - ele pergunta e eu franzi a testa e ergui as sombrancelhas.

- Aonde? - pergunto confusa.

- Ao acampamento Meio-Sangue. Como o ciclope te chamou de "semideusa" e te atacou deve ser verdade. Então devo leva-lá até ele. - ele explica

Isso é o que me faltava: um gótico de nome italiano querendo me levar a um lugar desconhecido.

- Preciso ir para casa. Não tenho tempo pra isso. Tchau - viro as costas mas volto a atenção a Nico. - Quer vir junto? Você parece... Cansado. - estranho eu quis dizer.

Começamos a caminhar até minha casa, que por sorte era perto. Durante o trajeto fomos conversando, Nico era um garoto muito legal e gentil. Bem diferente do que eu imaginava.

Chegamos na minha casa e entramos.

- Mãe! Trouxe visita! - grito e logo ela aparece segurando uma panela.

- Ah, olá sou a Eliza. - ela diz amigável.

- Sou Nico Di Angelo. - ele a cumprimenta. - Muito prazer.

Minha nós encara séria e logo diz:

- O que você fez dessa vez, Harley? Se meteu em briga com os moleque do colégio de novo?... Não me diga que você foi expulsa no último dia de aula!? - ela diz histérica.

- Não mãe! Pelos céus! Eu não fiz nada, nem fui a aula. - dou um sorriso.

- Posso saber o por quê? - ela pergunta.

- Pergunte a Nico. Vou me arrumar. - sorri para ele como quem diz 'aguente ela por um tempo serei eternamente grata', ele retribui meu olhar com um que diz 'não me deixe aqui sua louca'. Rio pelo nariz e subo as escadas em direção ao meu quarto.

Tomo um banho e coloco um cropped preto de mangas, e uma calça jeans rasgada no joelho, e o meu lindo e gasto tênis estrelado.
Lembro-me de todo o ocorrido. Que loucura foi aquela produção!? Eu podia ter morrido! Vocês deviam tomar cuidado com o que fazem na minha vida.

Fico por tempo perdida em meus pensamentos quando resolvo descer. Mamãe deve estar fazendo um interrogatório ao Nico. Desço as escadas correndo e paro ao ouvir do que se trata a conversa

- Ela já sabe sobre o pai? - ouço Nico perguntar

- Não, não contei ainda. Estava esperando o momento certo. - minha mãe diz apreensiva.

- O que a senhora não me contou mãe? - pergunto surpreendendo os dois.

- Vou deixa-las conversar. - Nico diz e desaparece em sombras. Confesso que fiquei surpresa.

Minha mãe me encara por alguns segundos, depois suspira.

- Tudo começa pelo seu pai. Se lembra das histórias gregas e romanas que eu lhe contava quando eras pequena? - mamãe pergunta.

- Sim, mas o que isso tem haver com meu pai?

- Elas são todas verdade. Deuses existem, e as vezes eles tem filhos com mortais, e os seus filhos são semideuses. Você é um deles... - ela me olha apreensiva. Dou uma gargalhada de descrença, mas ao olha-lá noto verdade em seus olhos.

- Meu. Pai. É. Um. Deus grego? E eu sou uma semideusa? - pergunto e ela assente.

Uma mistura de sentimentos me invade. Dor, alegria, tristeza, felicidade, raiva. Grande bipolaridade ?

E para piorar sinto como se todos eles estivessem sambando dentro do meu cérebro.

- Por que ele nós deixou? - pergunto com a pouca voz que restou.

- Ele não podia, ficar conosco filha. Era lei. - ela diz tristemente. - Mas ele nunca deixou de proteger.

- Por que você não me contou antes!? Pelo menos contasse que ele não nós abandonou! Eu cresci com ódio dele por todo esse tempo! - falo alterada.

- Eu queria que você tivesse um infância normal! Se já é difícil lidar com todo isso agora imagina quando se é criança. E eu nunca desejei que você odiasse seu pai, ao contrário eu sempre quis que você soubesse de tudo. Foi muito difícil guardar esse segredo, pela sua segurança. - ela diz chorando.

- Desculpe, eu não tinha ideia disso mãe. Eu sei que você queria me proteger. Obrigado. - abraço minha mãe e a mesma retribui.

- Nico me contou que estava sendo atacado por um ciclope. Por isso decidi que você irá para o acampamento meio-sangue. Lá ficará bem e não se sentirá mais estranha. - ela coloca sua mão em meu rosto e beija minha testa. Sorrimos docemente.

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Hellow it's me🎶
Espero que tenham gostado do cap.

A garota na mídia é a Harley, mas imaginem que o cabelo dela é lilás igual a da capa do livro

Só isso, Bye.
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