o regresso

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Trezentos e sessenta e cinco dias, e mais alguns, multiplicados por vinte e tantos perambulando por esse mundo, e eu ainda tenho a inocência de achar que a razão desse desaparecimento seu era outra pessoa. Que vergonhosa essa recusa a crer que de fato pouco te importam essas porcarias que eu sinto e não quero, mas luto tanto para manter.

Eu sinto o meu pulmão se esvair de todo o oxigênio que eu preciso para respirar, só para me deparar com você vivendo a sua vidinha da maneira mais satisfatória possível.


A pior parte de tudo é achar que eu estou regredindo.

Para 2009, ou 2012... para quando eu fazia um teatro para todas as pessoas, convencendo-as de que eu não estava sozinha no quesito sentir. Quando no fundo da minha mente eu sabia muito bem que, como você, eles não viam a hora de se livrar de mim.


Deixando de lado o fato de que essa dor tremenda e irremediável me tira a concentração, o que fazer?

Eu só quero que você volte atrás.

Eu, NósLeia esta história GRATUITAMENTE!