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Minha mãe sempre me disse para encontra um homem que fosse equivalente a mim, em todos os sentidos.

"Nunca se apaixone por alguém que coloque você em primeiro lugar. Encontra alguém que seja tão destemido e energético quanto você. Encontre um homem que faça você querer ser uma pessoa melhor."

Eu definitivamente encontrei minha cara-metade, o homem que transformou minha vida em um inferno e que vivia apenas para discutir comigo. O homem cuja boca eu queria tapar com fita adesiva... ou com um beijo.

Meu namorado, meu ex-estagiário, o sr. Tomlinson. Um diabo irresistível.

Pelo menos, era assim que eu o enxergava na época em que eu era um cego idiota, perdidamente apaixonado por ele. Eu certamente encontrara o homem que me fazia querer ser uma pessoa melhor, e estava encantado com aquele garoto destemido. Acontece que, na maioria dos dias, eu mal conseguia ficar mais de dois minutos a sós com ele.

Minha vida resumida: finalmente conquistar o garoto; nunca conseguir ficar com ele de verdade.

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Eu passara a maior parte dos últimos dois meses viajando em busca de um bom espaço para a filial que a Styles Media Group está abrindo em Nova York. Louis tinha ficado em Chicago, e embora nosso recente - e raro - fim de semana juntos na cidade tivesse sido cheio de amigos, tardes ensolaradas e lazer, o tempo que passamos sozinhos simplesmente não fora o bastante. Encontramos vários amigos o tempo inteiro, desde a manhã até depois da meia-noite, e voltamos exaustos para meu apartamento, mal conseguimos tirar nossas roupas antes de transar em um clima silencioso e sonolento.

A verdade era que o sexo - que com o passar do tempo se tornara mais íntimo e selvagem, nos permitindo só o mínimo de sono - nunca parecia ser suficiente. Eu esperava sentir, em algum momento, que tínhamos estabilizado nossa vida sexual, encontrado uma rotina sólida. Mas isso nunca aconteceu. Eu permanecia em um constante estado de saudade e desejo. E as segundas-feiras eram os piores dias. Nas segundas havia reuniões o dia inteiro e todo o trabalho da semana pela frente: um trabalho melancólico e desprovido de Louis.

Ouvi a familiar cadência do sapato batendo no chão de ladrilhos e ergui a cabeça enquanto esperava a impressora terminar de imprimir alguns documentos. Como se tivesse ouvido minha súplica interna, Louis Tomlinson se aproximou de mim, vestindo uma calça de lã vermelha, uma blusa social azul-escuro e sapatos social que, francamente, não pareciam seguros para serem usados fora do quarto. De manhã, quando saí para preparar a reunião das oito horas, a única coisa que ele estava vestindo era um pálido raio de sol que entrava pela janela do quarto.

Segurei um sorriso e tentei não parecer desesperado demais, mas eu nem deveria ter me dado ao trabalho. Ele conseguia ler todas as minhas expressões.

- Então você encontrou a máquina mágica que pega o que você faz no computador e coloca num pedaço de papel, usando tinta - ele disse.

Coloquei a mão no bolso da calça, mexi em algumas moedas e senti uma pontada de adrenalina ao ouvir o tom provocador em sua voz.

- Na verdade, descobri essa maravilhosa invenção no meu primeiro dia aqui. Acontece que eu gostava dos momentos felizes de silêncio quando eu mandava você sair da minha sala para buscar documentos em outro lugar.

Ele avançou sobre mim, com um sorriso largo e olhos maliciosos.

- Filho da puta.

Sim, porra. Venha para mim, garoto. Dez minutos na sala de xerox? Eu posso facilmente alegrar o seu dia em dez minutos.

- Você vai ter que suar muito hoje à noite - ele sussurrou ao dar um tapinha em minhas costas e continuar andando até o corredor.

Fiquei olhando sua bunda enquanto dava uma reboladinha e esperei que ele voltasse para me torturar mais um pouco. Mas não voltou. Só isso? É só isso que eu recebo? Um tapinha nas costas, uma conversinha assanhada e uma rebolada?

Diabo Irresistível (Versão Larry)Leia esta história GRATUITAMENTE!