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POV MARIA

"Ai a Margarita está com um aspecto tão bom" comentei, quase a babar-me.

"Queres trocar já as metades?" perguntou o Pizzi, gargalhando um pouco com o olhar que eu fazia à pizza. Disse que sim e trocamos as metades das pizzas, entretanto o resto dos rapazes já tinha começado a comer. O almoço até passou rápido e quando saímos reparamos que uma espécie de feira/evento de jogos tradicionais tinha sido montada durante a nossa refeição.

"Posso ter uma ideia maluca?" falou o Grimaldo

"Não" disseram os rapazes quase que automaticamente mas eu concordei com ele.

"Vá lá, vai ser divertido!"

"Nem sabes isso" reclamou o número 21 do Benfica "Provavelmente vamos dar-nos muito mal nisto"

"Mas Pizziiiiiiii" Agarrei o seu braço com as duas mãos e comecei aos saltos como se fosse uma criança a fazer birra "Vá láááá!"
Não demorou muito até ao Grimaldo começar a fazer exatamente a mesma coisa ao Franco. Ambos acabaram por ceder aos nossos encantos.

"Wo-o! Querem fazer a corrida da saca primeiro?" perguntei, olhando para o Grimaldo. Foi então que reparei que ele já tinha largado o braço do Franco mas eu ainda não tinha soltado o braço do Pizzi das minhas mãos, que agora se encontravam mais perto da mão dele do que propriamente do braço em si. Por alguma razão estúpida, comecei a sentir as minhas bochechas aquecerem e larguei a mão dele, evitando olhar diretamente para ele pois sabia que estava a olhar para mim.

"Vamos aos mais pequenos primeiro porque tenho quase a certeza que a corrida vai cansar-nos mais" disse o Raúl e lá acabamos por concordar. Não eram muitos os jogos tradicionais, eram à volta de uns 10 portanto não se demorou muito a chegar à corrida das sacas.

"A pares deve ser mais divertido, não?" o Pizzi perguntou, metendo-se já dentro de uma das sacas.

"Sim, mas um de nós ficará de fora, posso ser eu se quiserem" e é que nem meio segundo depois, uma rapariga chega-se ao pé do Raúl mal ele falou.

"Hum, desculpem intrometer-me na vossa conversa mas reparei que estavam a falar que um de vocês ia ficar de fora na corrida a pares, e eu e as minhas amigas precisávamos de mais uma pessoa por também sermos número ímpar" a rapariga sorriu e nós entreolhámo-nos

"Não vejo porque não" disse o Raúl à rapariga "Eu vou"

"Obrigada. Chamo-me Sofia" a rapariga estende a mão ao jogador e vão então para ao pé do grupo de amigas da tal Sofia a conversar.

"Aposto 10€ que vai voltar para ao pé de nós com os números de telefone delas" o Franco comentou a rir

"É que nem duvido" ri também

"Maria, ficas comigo?" o Pizzi diz, abanando ligeiramente a saca.

"Claro" sorri e meti-me lá dentro também "Isto vai correr tão mal, prepara-te para ir ao chão" falei a ultima parte mais baixo para apenas ele ouvir

"Não faz mal, afinal de contas o objetivo é divertir e não ganhar, certo?" ele olhou ligeiramente para baixo, diretamente para os meus olhos.

"Sim senhor, está certíssimo" sorri, sentindo novamente a minha face a ferver. O sinal de partida foi dado, e estava tudo a correr bem até à reta final do percurso. Escusado será dizer o que aconteceu e apenas dizer como aconteceu. O Pizzi teve a brilhante ideia de cair e visto que estávamos na mesma saca, também eu fui ao chão. Bem, não propriamente ao chão.
Caí em cima do seu corpo, ficando peito com peito com ele, já a rir e a vê-lo a fazer o mesmo.

"Magoei-te?" perguntei a rir, sem me aperceber que ainda continuava deitada em cima dele.

"Não, nada." ele riu "Tropecei naquela pedra, foi isso que nos fez cair" olhei para a pedra para qual ele apontou atrás de nós e senti o seu braço rodear a minha cintura para eu não cair ao virar-me para trás. Foi então que me lembrei que ainda não tinha saído de cima dele

"Ai, desculpa, ainda estou em cima de ti" falei, sentando me na relva ao lado do corpo dele, tentando com que ele não reparasse no quão vermelha eu estava.

"Não é que me importasse, não és propriamente pesada" ele riu e levantou-se, estendendo a mão para me ajudar a levantar. Aceitei a sua ajuda e agradeci. Voltamos para ao pé dos rapazes onde depois de gozarem com a nossa queda ficaram interessados nos 5 números de telefone que o Raúl tinha ganho durante a corrida. Enquanto eles falavam, eu vinha lado a lado com o Pizzi em silêncio. Não era um silencio constrangedor, apenas estávamos a ouvir a conversa dos outros 3 e a pensar no que quer que fosse a passar na nossa mente. Entramos no carro e eles continuaram a sua conversa. Já eu ia calada como era habitual, mas desta vez tinha a cabeça preenchida com pensamentos. Senti o meu ombro ser tocado e logo olhei para o Pizzi

"Então, gostaste do dia de hoje?" ele sussurra de modo a tentar não incomodar a conversa dos outros.

"Sim, foi espetacular!" sorri quase que de orelha a orelha. A verdade é que adoro a companhia destes quatro e não me importava de estar com eles 24 horas, todos os dias, se isso fosse possível.

"Ainda bem, é isso que se quer" ele sorri também e todos sentimos o carro do Franco a parar. Era a minha casa.

"Bem rapazes, foi bom mas não podia durar para sempre. Vemo-nos noutro dia!" disse e enquanto esperava que o Pizzi saísse do seu lugar, despedi-me do Raúl com dois beijos na bochecha. Saí do carro, agradeci ao Franco pela boleia e disse-lhe adeus e ao Alejandro. Faltava só o Pizzi, que ainda nem tinha voltado a entrar no carro. Dei-lhe dois beijos tal como ao Raúl, mas ele puxou-me para um abraço forte. Não o queria largar, aquele abraço estava a saber demasiado bem no fim de uma tarde tão animada quanto esta, mas tinha de ser. Quando desfizemos este abraço, ele entrou logo no carro e eu acenei mais uma vez a todos. Entrei em casa com um sorriso estampado na cara e ao entrar na cozinha para pousar as chaves, o meu pai sai de trás da porta

"Minha nossa senhora, mas estás a tentar matar-me!?" levei a mão ao peito, sentindo o meu coração palpitar irregularmente

"A ti não mas talvez tente matar o Pizzi ou o Raúl"

"Mas tu estavas a vigiar-me!?" revirei os olhos e finalmente larguei as chaves na caixa

"Não, achas?" ele tenta disfarçar

"Adeus pai" reviro ainda mais os olhos e subo as escadas em direção ao meu quarto.

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