Bem, acho que eu tinha acabado de ser trocado pelo Bill. Pois já estava no bar a mais de uma hora esperando a volta de Gabe e nada, para completar a merda ele tinha feito o favor de sumir com o meu celular, então não tinha nem como ligar, e muito menos tentar arranjar uma festa para ir, precisaria voltar até em casa e ver se alguém sabia de algo ou estava dando uma festa.

Paguei minha conta e fui andando de volta para casa. Acendi um cigarro, e soltei a fumaça pelo nariz. A noite estava bastante bonita, ótima para uma festa na piscina, será que... Coloquei a mão no bolso par apegar meu celular e me lembrei que não tinha mais um. Merda. Não sabia ficar sem meu iPhone.

Dei outra tragada em meu cigarro e me engasguei com a fumaça quando vi Lex sentado nos degraus da escada da minha varanda. Mas que diabos ele estava fazendo ali? E como ele me achou? Suas sobrancelhas se ergueram ao ver meu acesso de tosse. Puxei o ar tentando respirar, mas estava difícil. Então Lex se levantou e veio em minha direção, mas levantei a mão pedindo distância, não queria ele perto de mim nem que fosse para me ajudar.

Soltei o cigarro e coloquei as mãos em minhas pernas, abaixando a cabeça tentando enfim puxar o ar, e finalmente consegui assim que parei de tossir compulsivamente. Fiquei naquela posição respirando calmamente embora meu coração estivesse disparado, e não era por causa da tosse repentina e da falta de oxigênio em meus pulmões.

Ergui minha cabeça, puxando meus cabelos para trás e finalmente encarando Lex de frente. Já tinha se passado um mês desde seu casamento, e sinceramente, depois daquilo não esperava mais encontrá-lo.

- Tentei te ligar, mas você não atendeu. – Avisou logo de cara. Mesmo que eu tivesse com meu celular não atenderia de qualquer forma.

- Como soube que estou morando aqui? – Quis saber, afinal não tinha avisado a quase ninguém da minha repentina mudança.

- Eu fui até a sua casa e vi que estava tudo fechado. Pensei que tinha viajado. – Deu de ombros. – Aí liguei para minha mãe para ver se ela sabia para onde você tinha ido, e ela me disse que você não tinha viajado, e sim se mudado para cá. – Se explicou rapidamente. Claro, só podia ter sido Martha mesmo, Gabe jamais diria aonde estou, e não tinha mais ninguém que conhecêssemos que sabia. – Como você está?

- O que veio fazer atrás de mim? – Rebati sua pergunta sem respondê-la, não queria ficar batendo papo com ele.

- Vim te entregar o John. – Tirou o isqueiro de dentro do bolso de sua calça. – Acho que acabou o fluido. – Peguei ele rapidamente de sua mão. – Desculpe não ter devolvido antes, mas é que cheguei hoje de viagem.

- Tanto faz. – Passei por ele e subi o pequeno lance de degraus, enquanto enfiava o John em meu bolso.

- Mike. – Chamou, e isso me fez fechar os olhos. Por que ele tinha que me chamar? Por que ele tinha que ter vindo atrás de mim? Por que ele tinha que fazer minha vida ficar tão merda? – O que você vai fazer hoje?

- Algo que não envolva você. – Respondi colocando a chave na lingueta para destrancar a porta.

- Cara, precisamos conversar. – Por mais que eu tentasse abrir a porta com rapidez, parecia que ela não destrancada, eu estava a ponto de quebrar a chave dentro da lingueta.

- Acho que preciso desenhar para você poder entender, não sou mais seu amigo. – Falei irritado dando um bicudo na porta e a sacudindo para ser se abria. – Inferno! – Xinguei, e virei a maçaneta com força, então ela finalmente abriu. Precisava mandar arrumar aquela fechadura.

- Não é assim que as coisas funcionam, você não pode simplesmente declamar que não somos mais amigos. – Veio andando atrás de mim, e fechou a porta ao passar.

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