Calebe

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Finalmente havíamos chegado ao Brasil. Papai fez uma propaganda tão grande deste lugar que eu não sei como ele é embaixador ao invés de marqueteiro. Eu estava pouco feliz com essa mudança que na verdade era só mais uma. Deixei a Cidade Luz para me juntar à minha amada e incompreensível família na nova empreitada delegada a meu pai: representar a França no Brasil. Deixei para trás os poucos amigos que consegui, uma bagagem cheia de histórias e Jean Pierre, meu amor... meu primeiro macho... meu primeiro sexo... e com quem vivi as histórias mais picantes que se chegassem ao ouvido de minha mãe, Cassandra, ou a fariam querer tapa-los ou a levariam a um orgasmo intenso e longo. Urgh! Não quero nem imaginar.

O fato é que estava eu naquela casa que ostentava todo o luxo de uma família abastada como a minha, à espera de algum jantar estúpido de boas vindas ao qual eu sendo filho de quem era não poderia deixar de comparecer. Já estava acostumado a essa vida de bajulações e aparências, mas amava os frutos que podia colher desses eventos como, por exemplo, números dos homens mais gostosos que eu poderia conhecer. Histórias para outro momento!

Como eu ia dizendo, estava eu ali naquela enorme sala de jantar, cheia de pessoas lindas, cheirosas e incrivelmente bem vestidas. Sorria quando falavam comigo, afinal aquelas pessoas estavam demonstrando receptividade com minha família e eu. Claro, despretensiosos nada! Quando, enfim, me enfadei daquele teatro, pedi licença aos presentes e rumei a meu quarto. Fiz conforme minha própria tradição: pulei a enorme janela com sacada levando algum dinheiro no bolso, partindo em busca de conhecer aquela área nova onde eu estava instalado. A intenção era só dar umas voltas, respirar um pouco, espairecer e ter um primeiro retrato daquele lugar por minhas próprias pernas.

Parei na frente de um letreiro luminoso e grandioso de mais. "Como essa gente é exagerada", pensei. Decidi entrar e ver o que aquele tal de "Diamonds" tinha a me oferecer. A princípio pensei se tratar de uma espécie de bar chic, com lounges, iluminação ambiente, atendentes sorridentes e felizes com o que faziam, música de qualidade tocando. Por sinal tocava "Headlights" do Robin Schulz quando entrei. Fiquei pouco deslumbrado, mas me sentei numa banqueta e pedi ao belo rapaz moreno, alto, braços à mostra como um convite ao pecado mais gostoso que poderia existir, o cardápio de bebidas.

- Boa noite, senhor. O que deseja?

- Bonne nuit, mon cher! - droga, não estava mais na França... ah, mas ele deve ter entendido, pensei.- o que você me sugere como presente de boas vindas ao seu país?

- Oui... então você é de fora? Nem deu pra notar kkk - ele parecia divertido enquanto eu parecia meio perdido na conversa

- Então, qual é a sugestão?

- Hmm e é objetivo... gostei de você! Você vai experimentar a melhor caipirinha da sua vida.

Sorri agradecido e enquanto me deixava envolver pelo som da música ambiente que me transportava para uma França distante em que estava agora meu amor, provavelmente metendo em algum puto qualquer. Jean Pierre não era do tipo que se prende, eu sabia disso! Mas só de lembrar de seus toques e beijos, de seu corpo macio e suculento, de suas mãos me apertando e cadenciando em suas metidas vigorosas e cheias de luxúria, ahh como eu estava com saudades. Algo em mim já dava sinal de vida quando fui despertado pelo belo rapaz do bar.

- Monsieur, sua bebida com os cumprimentos do bartender: eu mesmo.

- Oui, merci beaucoup. Como é mesmo seu nome, rapaz?

- Me chamo André. E vossa ilutre pessoa? - senti algum sarcasmo vindo de sua parte. Resolvi entrar no jogo e emendei:

- Hm você parece fazer menos do que fala. Cuidado com seu tom, mocinho! Me chamo Calebe. Enchantè!

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