Capítulo 36 - Ivy

Começar do início

Ele nos leva de volta para a cama, onde nos beijamos e sorrimos uma para o outro de forma apaixonada. Ravi volta a me beijar e rindo o paro.

- Agora acho que você precisa ir meu amor. – Vejo que ele resmunga e se levanta novamente. Noto seu desejo para ficar, ele me vê olhando e dá uma piscadela, eu reviro os olhos e aponto para o banheiro. –Tome uma ducha fria.

Seu sorriso se esvai, mas ele segue minhas instruções. Voltando um tempo depois secando seu cabelo com uma toalha, não que precise mesmo, o seu calor natural faz fumacinhas saírem dançando do seu corpo. Estou admirando seus músculos quando ele fala.

- Sabe, eu poderia ficar aqui com você, para sempre. – Meu soberano fita meus olhos e sorri. Retribuo o sorriso.

- Eu também. – Respondo com sinceridade. – Mas teremos todo o tempo do mundo para nos amarmos, além disto, seus soldados precisam de seu general... e eu gostaria de visitar Terna.

- Ivy. – Ravi suspira e senta na cama enquanto veste a camisa. – O reino das trevas suga seus poderes e enfraquece você, minha princesa. Você não gostaria de visitar Terna e Doriam em um momento que eu possa acompanha-la?

Pede esperançoso, o que me faz rir mas nego seu pedido.

-Sou perfeitamente capaz de me cuidar sozinha, Ravi. Além do mais, eu só vou ver minha irmã. – Reviro os olhos. – Doriam provavelmente também retomou suas funções e Terna pode estar se sentindo solitária, e agora tenho seus poderes também, não vou me sentir fraca no exílio.

Ele passa as mãos por seus cabelos cor de grafite. E com um olho fechado e outro aberto aponta para mim.

- Eu me preocupo com o fato de você ir até lá sem mim, mas não confio em Rex para leva-la. Tem certeza que você não quer esperar que eu volte?

- Já disse. Só vou ver Terna, talvez tomar um chá e ver como ela está se sentindo com seus poderes novos, não vou demorar, pois preciso visitar os templos em Gardia nas próximas luas. Você não pode estar sempre comigo. – Digo decidida.

- Acho que posso. – Diz ele enquanto me beija, sorrio e me entrego ao beijo delicioso de meu marido e o empurro de leve. –Vamos lá esperança, ceda.

- Ravi! Centro de treinamento. – Mando, apontando para a porta. –E chega desta super proteção, isto cansa, sou forte, não sou um bibelô que você possa carregar para cima e para baixo ou deixar onde acha seguro.

- Certo, já vou. Não consigo deixar de quere-la o tempo inteiro. – O sorriso pecaminoso de Ravi me enche de desejo, mas ele levanta as mãos como se estivesse se rendendo aos meus desejos, contudo sei que esta briga ainda não acabou. – Cuide-se, e se sentir fraca volte imediatamente. – Ordena ele. – Eu vou saber.

Apenas concordo para que ele vá logo, e ele sai.

Assim que Ravi sai, me levanto para tomar banho, o quarto inteira gira ao meu redor e volto a me sentar, acredito que tenha me levantado rápido demais, na segunda tentativa o enjoo me pega desprevenida e tenho que correr até o banheiro vomitar. Quando me sinto melhor entro na banheira tentando entender esse mal estar, soberanos não ficam doentes, será que por ser filha de divindades e por ter me unido a Ravi me sinto estranha?

Penso em perguntar para Terna quando a encontrar, talvez ela também sinta esse mal-estar e por isso não veio ao jantar, Doriam disse que ela ainda estava se adaptando ao reino das trevas e não quis abandonar suas novas funções por causa de um jantar, estranhei a atitude de minha irmã e por isto, decidi visita-la. Já que gardiano não vai ao templo, o templo vai até o gardiano. Penso no proverbio antigo enquanto me visto lentamente e saio em direção ao Monte do Abismo.

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