Aprendendo Rápido

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          A luz do sol entrava no quarto, e Eastar acordou piscando. Olhou para a janela, levantou para fechar as cortinas, depois voltou a se deitar na cama.

          Era uma cama grande com dossel alto de madeira, na frente dela havia um armário onde foram postas algumas roupas. Ele achava engraçado essa mania terráquea de estar sempre trocando de roupas, mas deveria ser necessário, devido a fragilidade delas.

          Seus pensamentos começaram a levá-lo para o dia anterior, quando Sindar tinha lhe mostrado as roupas antes da festa e lhe dera uma túnica cinza e comprida para vestir.

          — Caramba, pra que tantas roupas?... hhumm... gostei dessa, é resistente?

          Ele segurou a túnica com as duas mãos e deu um leve puxão, rasgando-a no meio como se fosse uma folha de papel, olhou para a princesa, que tinha os olhos arregalados. Cuidadosamente pôs a túnica em cima da cama.

          — É, acho que não.

          Os dois começaram a rir, e ele sentiu aquela sensação estranha e quente de novo.

          Seu pensamento continuou vagando. Daquele momento pulou para os dois nos muros da cidade no fim da noite anterior, e um sorriso se abriu no seu rosto. E enquanto a princesa tomava conta de seus pensamentos, seu pai entrou arrombando a porta.

          — Acorde e brilhe, estrelinha!

          Com um grito de susto, Eastar pulou e caiu no chão do lado da cama, enrolado no cobertor por conta do susto que tomou. O barulho da porta se abrindo com uma pancada foi ensurdecedor, e o pai entrou sorrindo no quarto.

          Ele odiava aquele jeito do pai de dar bom dia, desde que descobrira como o filho brilhava involuntariamente fazia isso para mexer com ele, no entanto, dessa vez a surpresa foi tamanha que o jovem estelar foi impedido de retrucar. A dor de cair no chão tomava as palavras de sua boca.

          Ele lutou para se levantar e, quando ficou de pé, o cobertor cobria metade do seu rosto e descia atando um de seus braços em uma perna.

          — Merda, pai! — Ele começou a xingar enquanto lutava para se soltar. — Não sabe bater?

          — Claro que sei, não está vendo? — Aros apontou para a porta de madeira.

          Ela estava frouxa e um grande amassado era visível na parte metálica perto da maçaneta.

          O comandante ria da cara surpresa do filho e se dirigia até as cortinas para abri-las. Havia arranjado uma túnica roxa simples que usava com uma calça de pano vermelho, Eastar fez careta para aquelas cores espalhafatosas que o pai adorava.

          Olhando para o filho, o comandante continuou, com cara de inocente:

          — Só não sabia que ela iria abrir... — Um sorriso brotou no seu rosto. — Mentira, sabia sim, só queria rir da sua cara de susto.

          — Ha... ha... ha..., diga logo, pra que tudo isso?

          — Caramba, nem um bom dia? — O pai cruzou os braços. — Achei que ia me receber com mais alegria levando em conta o sorrisinho besta que tinha na cara por causa de ontem.

          — Por causa de... — Eastar tentava se livrar do cobertor, quando percebeu o que o pai tinha dito e arregalou os olhos. — Vai me dizer que resolveu ficar me espiando agora?

A Crônica de EastarOnde as histórias ganham vida. Descobre agora