Capítulo 35

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Por Emma

-Vamos começar pelo pior ano da minha vida.- ele me abraça e assente- Ok, eu sempre fui uma garota popular pode se dizer. Eu tinha como melhor amiga a garota mais desejada da escola, namorava o capitão do time de lacrosse, era capitã das líderes de torcida. Eu tinha tudo que uma adolescente queria e quer. Mas tudo era uma ilusão, nada ali era real, minha "melhor amiga"- fiz aspas e ri com desdém- era uma puta invejosa e meu namorado era um desgraçado traidor. Eu tinha um relacionamento ótimo com meus pais, mas eles não apoiavam meu namoro, falava que ele iria me fazer sofrer. E fui como toda adolescente é quando é negado algo, briguei com eles, gritei e cheguei até dizer que os odiava. Claro que era mentira, eu os amava mais que tudo; eu parei, respirei e pedi desculpas...mas mesmo assim fiquei com raiva. Continuei namorando com o desgraçado traidor por mais uns meses. Até que um dia brigamos só pelo fato que eu não queria dormir com ele, ele dizia que não queria ficar com alguém só nos beijos e se eu o amava teria que fazer isso por ele...

-Que babaca.- diz Bran baixinho.

-Nem fala, enfim deixa eu continuar. Na hora que ele falou isso claro que não aceitei, brigamos sério e ele foi embora fervendo de raiva. Chorei e fui atrás da puta invejosa que pensava que era minha amiga e me abri. E eu não percebi no tempo, mas ela ficou feliz quando eu disse que estávamos brigados, ela nem me escutou, foi embora e me deixou sozinha. Acabou que fiquei remoendo nossa briga e cheguei numa conclusão que era nada demais, era uma simples virgindade besta.- ele ia dizer algo mas o cortei antes que falasse- Bran cala a boca e me deixe falar, então vou perder a coragem.- ele murmura um ok e eu continuo- Me animei na hora, me arrumei, e fui pedir pros meus pais me deixarem ir ver ele. Nem disse que era na casa dele, porque tinha certeza que não deixariam. Pedi, implorei na verdade, mas não deixaram. Voltei fervendo de raiva pro quarto e vi a janela aberta, e como toda adolescente idiota, pulei a janela e peguei um táxi para sua casa. Eu sabia que sua família não estava em casa, eles tinham ido numa segunda lua de mel eu acho, slá. Enfimmmmm, cheguei, bati na porta e nada dele aparecer, liguei pro seu telefone e nada dele atender, já estava cogitando voltar pra casa, até que pensei em verificar se a porta estava trancada. Girei a maçaneta e a porta abriu, o idiota esqueceu de trancar a merda da porta.- rio amargamente- Entrei e o chamei, chamei umas três vezes e nada dele aparecer, quando já estava indo embora pensando que ele não estava acabei escutando uma risadinha no andar de cima. Resolvi ver se era ele, quando mais me aproximava do seu quarto eu percebia que era uma risadinha feminina. Entrei com tudo no quarto e o que encontrei foi uma das piores coisas que alguém pode presenciar.-suspiro derrotada e digo- Encontrei ele quase nu na cama com a minha suposta melhor amiga e o pior, eles não pareciam nada arrependidos quando me viram lá. Ele levantou um pouco nervoso por ter me visto, mas ela? Ela sorriu cinicamente pra mim. Me lembro que a raiva foi tão grande que peguei a primeira coisa que vi na minha frente, um porta retrato que estava uma foto minha sorrindo, joguei com tudo neles e como sou ótima de mira, pegou certinho na testa dela.- começo a gargalhar- Ela começou a choramingar dizendo que a machuquei e o desgraçado traidor foi ajudá-la acredita? E como eu não ia deixá-lo sair empune, peguei seu taco de lacrosse e comecei a bater nele, eu quebrei a merda daquele taco nele. Até que ele conseguiu me jogar no chão. Levantei chorando e falei bastante coisa que nem lembro. Sei que no meio dos meus gritos, ele falou uma coisa que me fez calar na hora,- olho para o Bran que começa a mecher nos meus cabelos- ele disse que eles estavam tendo um caso á meses, eu estava sendo traída por meses, e que eu era uma idiota por não ter percebido, e que não precisariam mais enganar a idiota, que a partir daquele dia seriam um "casal de se dar inveja". Aquilo me destruiu, sai da casa correndo, fiquei andando um pouco até que resolvi ligar pra algum táxi, nenhum me atendia. Percebi que não me atendiam por causa da neve, estava nevando muito e eles não trabalhavam pelo fato das estradas estarem perigosas...Então resolvi ligar pro Ron, ele brigaria comigo logicamente, mas não me deixaria voltar andando sozinha na neve. Liguei várias vezes e dava desligado, até que lembrei que ele estava fazendo um trabalho pra faculdade super importante que tinha desligado até o telefone. Então como não tinha mais opções acabei ligando pros meus pais, eles brigaram, me xingaram, mas acabaram dizendo que me buscariam e que era para eu espera-los na lanchonete que ficava na beira da estrada.- sinto meus olhos começarem a marejar- E pela primeira vez no dia os obedeci, fui para a lanchonete e fiquei lá os esperando...

Amores Londrinos (1) - A Garota Do Quarto Ao Lado (Concluído)Onde as histórias ganham vida. Descobre agora