Editoras #14 - 7 editoras para acompanhar

386 55 7













           

Por mais que as editoras insistam que usam somas consideráveis na literatura brasileira, quando estudamos seus catálogos, observamos que esse discurso costuma se distanciar da realidade. Com frequência, por exemplo, livros de celebridades são carimbados como os tais "investimentos". Na ponta inversa, raramente existe qualquer incentivo aos escritores iniciantes.

Nessa lógica, o escritor brasileiro só deixa de ser ignorado quando tem um público considerável ou se for um forte concorrente à prêmios. Em ambos os casos, ele não precisa mais de incentivos. Ele se construiu sozinho e já está pronto para o mercado. E como seu risco para a editora é baixo e o retorno potencial (de imagem ou de dinheiro) é alto, conseguir uma casa editorial é questão de tempo.

Sim, as editoras são empresas. E, sim, empresas devem ser lucrativas. E é por isso que trago 7 editoras que de fato investem em autores nacionais e são lucrativas.


Grupo Record (notadamente através do selos Verus):

A Record é a única grande editora brasileira com tradição em dar chance para escritores novatos. Entre os seus muitos selos, publica dezenas de livros nacionais por ano. Muitos deles, escritores iniciantes. Entretanto, o funil é grande e a seleção é rigorosa – como deve ser. Os livros tendem a chegar através de agentes literários.


Grupo Autêntica

Depois de alguns sucessos com escritores estreantes, recheou seu selo "Gutemberg" de novaatos. Neste, publica principalmente YA e fantasia. As apostas em livros nacionais ficam óbvias nas bienais do Rio e São Paulo. Os livros também costumam chegar através de agentes literários.


Darkside

Uma editora que aborda o nicho do terror e da dark fantasy, investindo pesado no design e na distribuição dos seus livros. Aos poucos, abre espaço para os escritores brasileiros – de ficção e não ficção – que se enquadram no gênero.


Faro Editorial

Editora publica, principalmente, livros YA, romances e suspenses sobrenaturais. Sua estratégia de investimento no autor nacional possibilitou um grande crescimento dos livros publicados. Neste ano (2017), a editora planeja dobrar seus livros publicados – na contramão do mercado.


Astral Cultural

Originalmente uma editora de revistas (entre elas Todateen), expandiu sua atuação para os livros no ano passado, investindo pesado em escritores iniciantes. Na bienal de São Paulo do ano passado, ostentou um dos maiores estandes da feira. Até a decoração era focada nos estreantes.


Oito e meio

Com uma presença forte e crescente na internet, a editora publica escritores iniciantes desde sua fundação. Com frequência, através de coletâneas de contos e crônicas em textos focados em linguagem. No ano passado, criou um concurso para obras inéditas e aumentou a sua escala de atuação.


Nocaute

A estreante da lista, iniciou as suas atividades do final do ano passado com o objetivo de incentivar a literatura nacional. Após lançar seu primeiro livro, empreendeu um concurso de contos sobre o folclore brasileiro que será publicados em breve e começou a aceitar originais.


           

***

A participação de vocês é imensamente importante! Peço que usem os comentários para críticas, perguntas, opiniões e sugestões de temas. Se gostarem, não deixem de votar e adicionar à sua lista de leitura para não perder os próximos capítulos.

GUIA do Escritor de FicçãoOnde as histórias ganham vida. Descobre agora