Parte II Capítulo 4

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Augusto e Mateus andavam a noite em uma espécie de bosque com altas árvores e densa vegetação.

-É tudo tão diferente aqui, tio. - Murmurou a criança e miou baixinho o gato na mochila, mas Mateus continuou, agora dessa vez com um forte tom:

-Minha mãe sempre disse que os outros homens voltariam, mas que faria de tudo para que eles não me levassem. Ela me falava que queria o melhor pra mim, mesmo que isso tirasse a vida dela, tio. Eu não queria que fosse assim. Nem sei quem são essas pessoas, os outros homens. Eu tô com medo, tio. Os outros homens não é você não, né?

Augusto estava paciente ouvindo os comentários do pequeno garotinho que andava a passos firmes e determinado a contar uma história.

-Mateus, saiba que sua mãe era uma mulher de garra. Você se parece muito com ela nesse sentido, sabia? Ela era forte e você precisa ser mais forte agora. E, outra coisa, se eu fosse do lado dos outros homens, você já saberia.

-Eu não estou entendendo nada, tio. Mas, eu confio em você. Se você disse que a minha mãe era uma mulher forte, você é meu amigo. Porque a maioria dos homens que visitavam a minha mamãe faziam coisas horrorosas com ela. - Disse Mateus, olhando para baixo, como se evitasse mostrar as lágrimas que se formavam no pequeno rostinho inchado.

Continuaram a conversa e a caminhada até chegar em um prédio escondido na mata.

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