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Capítulo 27 - Samuel

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>>>RECADO IMPORTANTE<<<

Fala pessoal, tudo bem? Pois bem, como a maioria já sabe, estou em um dos momentos mais complexos no que se refere ao meu projeto chamado "Os 12 Trabalhos do Escritor". Pra quem não sabe, este é um podcast de entrevistas com autores, onde várias e várias dicas são passadas de acordo com um determinado tema proposto. Dito isso, é inegável que eu estou na etapa mais complexa desse projeto, onde boa parte do meu tempo deve ser consumido com edição de áudio para garantir um bom produto aos ouvintes, e é por esse motivo que decidi mudar a periodicidade de "Asas, Pingentes e Imortais" para 01 capítulo por semana.

Vale dizer que nas últimas duas semanas fiz alguns testes para entender o quão viável seria continuar postando os três caps prometidos, entretanto, além do resultado não ter ficado bom (pessoalmente achei que houve certa queda de rendimento) a escrita excessiva acabou por atrapalhar os outros projetos e, resumindo, terminei por não fazer nada no padrão de qualidade que costumo me cobrar.

Enquanto isso, vocês podem ir indicando a trama para os respectivos amiguinhos do Wattpad, pois agora que estamos na fase de teorias, pode ser legal ter com quem conversar sobre haha.

Por fim, peço a compreensão de vocês, leitores maravilhosos (haha) pois assim que a bateria de gravações/edições chegar ao fim, voltarei a periodicidade de 03 capítulos semanais :D


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Com a porta do banheiro trancada, o vapor se apertava entre os vãos da janela aberta. O cheiro de sabonete se misturava ao de shampoo e contrastava com as manchas de sangue na toalha branca caída ao chão. De frente para o próprio reflexo, o mutilado checou os algodões nos ouvidos até ter certeza de que não vazariam enquanto estivesse fora de casa. Não corria há dois dias, e se não fosse a ligação que recebera há pouco, encararia seu tabuleiro até o pôr-do-sol anunciar a hora de ir ao encontro de Benjamin.

Quase todo o vapor já havia sumido quando vestiu a camiseta e chamou um taxi pelo celular. Partiu porta afora sem dar chances de Lilian desviar a atenção da TV e questioná-lo sobre o sangramento de minutos atrás. Não precisava de mais esse problema, não quando apagar a memória da irmã poderia culminar em mais alguns filetes vermelhos vazando em momentos inoportunos. Além disso, guardava no bolso um favor para os sentimentos da garota e precisava se apressar para conseguir cumpri-lo a tempo.

O trajeto do taxi não chegou a ser uma viagem, o banco de couro terminou com a mesma temperatura de quando os primeiros dígitos marcaram o painel de cobrança. Sem esperar pelo troco, Samuel deixou duas notas e, com poucos passos, adentrou o Bradesco da Rua Libero Badaró ciente de qual trajeto deveria seguir. Já repetira aquele caminho outras vezes, passou pela segurança e pelos abarrotados caixas eletrônicos até bater na porta da pessoa que o ligou.

- Você está maravilhoso, Samuca, virou um homão desde que te vi no ano passado.

Quando deu por si, o mutilado estava sentado na mesa de clientes, uma xícara de café e uma montanha de papel o separavam da gerente.

- Você também está ótima, Naná – o elogio era sincero, apesar de a quantia gasta naquele rosto transparecer no sorriso artificial e com o cabelo brilhante – houve algum problema com a conta?

Ela não respondeu de imediato. Antes disso, abriu uma das gavetas da mesa e abaixou o volume do barulhento programa que passava na TV, uma espécie de jornalismo abutre cujo foco é cobrir tragédias urbanas. Logo após, tirou de dentro mais alguns papéis e os ofereceu para serem assinados.

Asas, Pingentes e Imortais #oscarliterário2017Read this story for FREE!