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As vozes altas ouviam-se fora da casa. Tanto eu como o Franco nos dirigimos à entrada mas só agora tinha pensado como íamos fazer isto

"Então mas e agora como é que eu entro sem o Pizzi me ver!?"

"Pedi ao Raúl para tratar disso, não te preocupes" ele diz, tocando à campainha confiante. As vozes diminuíram o tom e ouviu-se uns passos. A porta foi aberta pelo Raúl

"Rápido, rápido, vamos aproveitar que ele está na cozinha" corremos os 3 rápido para a sala, onde já se encontrava um bom número de gente. Saudei todos com um rápido aceno de mãos e sentei-me ao lado do Grimaldo, que me deu um high five juntamente com um sorriso.

"Quem é que chegou?" ouvi-o perguntar retoricamente, visto que já estava a sair da cozinha. Cumprimentou alegremente o Franco, e este desejou-lhe um feliz aniversário, acrescentando depois

"Já reparaste nalguma coisa diferente? Alguém que não estavas a contar?" o médio virou a cabeça para os sofás ocupados e após pouco procurar os seus olhos pousaram em mim

"Olha, não era suposto estares aqui!" ele diz, dirigindo-se mim e sorriu, visivelmente surpreendido pela minha presença. Dei-lhe um beijo em cada bochecha, seguido de um abraço para o qual ele me puxou

"Se não gostas posso sempre ir embora" gargalhei um pouco, ouvindo alguns dos restantes elementos da equipa rir.

"Não não, fica, foi uma surpresa agradável, bastante até" desfizemos o abraço e lancei-lhe um pequeno sorriso "Quem é que te arrastou para aqui?"

"Não foi bem arrastar, eu vim de livre e boa vontade" ri um pouco, voltando a sentar me ao pé do Grimaldo "Mas acho que é um pouco óbvio que foi este grupinho aqui"
Ficamos ali uns bons momentos a conversar até o Pizzi começar a abrir alguns presentes que os colegas de equipa lhe haviam trazido. Após abrir todos, agradeceu conjuntamente mas eu estendi lhe um saco à frente.

"Mas... Não era preciso trazer-"

"Shh! Se trouxe é porque quis! E não sabia mesmo o que te dar, portanto....yah, espero que gostes" sorri e ele aceitou o saco, abrindo o de imediato.
Se não fosse o meu pai, não trazia nada para ele. Simplesmente comentei que não sabia o que lhe dar e o meu pai tratou do assunto. Acabou por arranjar um relógio, que na minha opinião, é bem giro.

Quando abriu a caixa do relógio, fechou-a imediatamente e olhou para mim

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Quando abriu a caixa do relógio, fechou-a imediatamente e olhou para mim

"Isto é caro como tudo. Não era MESMO preciso"

"Não achei por acaso. E era sim." ele pousou a caixa na mesa e abraçou-me. Vi o Fejsa pegar na caixa e abri-la

"Maria, querida, faço anos daqui a uns quantos meses, portanto já sabes o que me dar" ele ri-se, fazendo toda a gente rir atrás. Ficamos ali a fazer um pouco mais de tempo na conversa até chegar as 19:30 para sairmos para ir jantar. Íamos à pizzaria ao fundo da rua, que por sinal era bastante boa, visto que todos diziam maravilhas dela. Mal chegamos já havia uma mesa reservada para nós, à qual tiveram de acrescentar um lugar devido à minha presença inesperada. Quando nos sentamos acabei por ficar em frente ao aniversariante e de cada um dos meus lados tinha o Grimaldo e o Raúl. Eles lá escolheram as pizzas que queriam e, escusado será dizer que mal chegaram não demoraram a ser devoradas por todos nós. Peguei no meu telemóvel para responder a algumas mensagens que tinha recebido entretanto. Durante o jantar não interagi muito nas conversas, não sou pessoa de ficar constantemente a falar ou a meter se nas conversas dos outros.

"Estás muito calada" diz o Fejsa, que estava ao lado do Pizzi.

"Não sou muito de falar" disse com uma pequena gargalhada.

"Pois, conseguimos perceber" o Rafa, que por sua vez estava sentado ao lado do Fejsa, acrescenta. Ambos rapidamente esqueceram o assunto e voltaram para a conversa da equipa, menos o Pizzi, que ficou a olhar para mim desde o inicio da curta conversa. Um sorriso lentamente apareceu nos seus lábios, e inconscientemente, retribuí o gesto.
Já estávamos fora da pizzaria e de volta a casa quando o Pizzi se aproxima um pouco mais de mim

"Ficas para o filme também, certo?"

"Hum, sim, claro!" sorri ao responder

"Se dissesses não nós amarrávamos-te ao sofá" disse o Franco, fazendo-nos rir. O caminho de volta pareceu ainda mais rápido que o de ida, e já estávamos todos sentados quando o filme começou a dar. O sofá não era propriamente grande, então o Raúl ficou sentado em cima de um puff de almofadas improvisado e eu fiquei sentada no chão com as costas encostadas ao sofá. Fui logo a primeira a oferecer-me para ficar ali sentada, pois estava mais perto das pipocas.
O filme já devia de ir a meio quando sinto alguém sentar-se ao meu lado.

"Troca comigo, fica tu no sofá" falou o Grimaldo, a cara dele era de vez em quando iluminada pelas cenas mais claras do filme

"Não não, deixa estar, estou bem aqui, volta para o teu lugar" sorri-lhe

"Tens a certeza?"

"Sim, tenho, mas obrigada na mesma" sorri-lhe uma segunda vez

"Tu é que mandas" ele sussurrou e voltou para o seu lugar. Nem 2 minutos depois, sinto novamente alguém sentar-se ao meu lado

"Deixa estar Alejand- oh, desculpa" disse quando me apercebi que não era o Grimaldo, mas sim o Pizzi.

"Não faz mal. Achei que quisesses isto, o chão deve estar frio" pousou um cobertor ainda dobrado nas minhas pernas.

"Dá jeito sim. Obrigada." sorri e agradeci, passando o cobertor pelos meus ombros e sentando-me em cima do tecido restante

"Eu só... Eu só queria agradecer-te por teres vindo. Significou muito." disse a olhar para as mãos, mas depois elevou o olhar para mim

"Ora, não tens que agradecer. Tive muito gosto em vir e em passar um tempinho com todos vocês sem ser naquela sala terrível de fisioterapia" esbocei um sorriso e ele riu-se baixinho. Acabou por ficar sentado ao meu lado em vez de voltar para o sofá. Não resisti em encostar a minha cabeça no seu ombro numa parte mais calma do filme. À primeira, não se mexeu, mas depois encostou a sua cabeça na minha também. Ficamos assim até ao final do filme, até que o Raúl se atira para cima de nós

"QUE FOFOS VOCÊS OS DOIS JUNTOS"

"Credo, não grites, que aberração tu" o Pizzi reclama, empurrando-o

"Mas realmente oh Maria, vocês estavam tão queridos," o Sálvio diz "mas comporta-te que eu tenho de tomar conta de ti por causa do teu pai e não me apetece"

"Parenting on point, Sálvio" o Grimaldo disse, gargalhando

"Enfim, Franco, vamos?" acabei por finalizar a conversa ali antes que desse para o torto

"Sim sim, 'bora"

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