Prólogo

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A gente tenta se segurar né?
É, juro que a gente tenta, mas na maioria das vezes dá errado.
Está sendo assim comigo, por isso eu postei o prólogo.
Estou muito ansiosa para saber o que vocês acharam, o que vocês acham que pode melhorar... Qualquer comentário (desde que não seja ofensivo) será bem-vindo.
Enjoy!
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Maia parou, junto com o professor, em frente à porta da sala de detenção e esperou.

Detenção.

Maia revirou os olhos.

Era claramente uma cópia dos filmes de colegial americanos, o que por si só já era ridículo.

— Me dê o seu celular — o professor de Química, que a guiara até lá, ordenou.

A morena apenas entregou, junto com o fone embolado.

— Vai poder buscá-lo na sala da diretora, no final do dia.

O professor abriu a porta, permitindo que Maia entrasse. E assim ela fez, sem dizer uma palavra sequer.

Assustou-se ao perceber que não estava sozinha ali. Haviam mais quatro alunos na sala. Todos do segundo ano, Maia tinha certeza.

Observou.

Na primeira carteira da primeira fileira, encontrava-se Dianna. Olhando para ela, você facilmente diria que era apenas a garota popular do colégio, que passeava pelos corredores estilo Meninas Malvadas. Mas não. Embora Maia fosse extremamente observadora, nem ela conseguia entender o porquê de Dianna estar sempre sozinha.

Na fileira ao lado, porém na última carteira, estava Melissa. Maia sabia de todos os problemas da negra com sua aparência e baixa autoestima, mas nunca tivera coragem de se aproximar e conversar com ela.

Na última fileira, Léo e Sofia conversavam baixinho. A única coisa que a morena sabia sobre eles é que tinham crescido juntos. Não tinham outros amigos, eram apenas eles e eles.

Vendo que Dianna a encarava com um ponto de interrogação no olhar, Maia se dirigiu até a última carteira da fileira ao lado de Léo e Sofia. Provavelmente, passara muito tempo observando os alunos.

Em menos de dez segundos, a porta foi aberta novamente e dois garotos entraram pela mesma, sendo praticamente carregados por um inspetor enfurecido que segurava um braço de cada um.

Um dos jovens, Maia conhecia muito bem: era o egoísta Matheus, conhecido por olhar apenas para o próprio umbigo e arrumar encrenca pelo menos uma vez por semana. A morena não podia esperar menos do garoto. Estar na sala de detenção já no primeiro dia de aula era a cara dele.

O outro garoto, negro e um pouco mais baixo que Matheus, Maia não conhecia. Considerou a hipótese de ser aluno novo e isso a fez arquear a sobrancelha quase que instantaneamente. Ou Matheus havia feito alguma coisa com o garoto... Ou ele era muito burro e provocou sua ida à sala de detenção.

Maia afundou o rosto entre os braços, numa tentativa de dormir.

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