Capítulo IX

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Eu não consegui dormir direito, depois que voltei para o palácio. Pudera! Alec amava-me. Além de Deus e papai, nenhum homem havia dito-me tais palavras. Sentia-me viva, feliz, completa.
Escolhi o melhor vestido para conhecer meus sogros. Obviamente, não era algo tão espalhafatoso, como Ravena escolheria. Era o meu vestido azul predileto, confortável e bonito. Pedi um lanche reforçado e coloquei tudo em uma cesta. Deixei-a escondida no caminho do bosque.

— Luna! — mamãe chamou-me. — Onde pensa que vai, mocinha? Você e Ravena precisam escolher o modelo do bolo e o sabor.

Engoli em seco. Não poderia deixar com que ninguém desconfiasse. Assenti e segui mamãe. Adentramos uma sala, Ravena e as filhas do rei Kevin estavam presentes.

— Luna, prove este bolo. Achei maravilhoso. — minha irmã quase enfiou o garfo na minha boca.

O sabor era horrível, mas era o que ela queria e eu queria encontrar Alec, então...

— Realmente. Não foi você que escolheu. — ironizei.

— Para o seu azar, sim. É esse o bolo. — ela deu o veredicto.

Saí de fininho e segui até a saída do palácio. Tive de esperar alguns minutos, até conseguir passar pelos guardas, sem ser notada. Depois disso, peguei a cesta.

— Luna, deixei-me ajudá-la. — Alec pegou a cesta de minhas mãos, assim que me viu. Ele surpreendeu-me com um beijo incrível. — Senti sua falta.

— Eu também. — envergonhada, concluí.

Unimos nossas mãos e seguimos pelo bosque. Conversávamos sobre assuntos aleatórios, até que paramos diante de uma cabana pequena.
Respirei fundo antes de entrar. Estava com medo do que os pais de Alec poderiam pensar sobre mim.

Ele abriu a porta. Tudo era simples, de madeira velha. Um casal sorriu. Imediatamente, conheci a mulher. Era a mesma senhora que defendi de Zachary.

— Sinta-se a vontade. — Alec sorriu. — Mãe, pai, esta é Luna. Luna, estes são meus pais, Fred e Rose.

— É um prazer conhecer os senhores. — sorri, tentando ser o mais simpática possível.

— Eu já a conheço. Obrigada por defender-me. Foi muito corajosa. — ela abraçou-me.

— Não foi nada.

— Ah, foi sim... você enfrentou o conde Zachary, por minha causa. Ele machucou-a? Pude ver a raiva no olhar dele.

— Não, eu estou bem, graças a Deus.

— Sim, machucou. Seus pulsos estavam extremamente vermelhos. — Alec interrompeu-me. — Não imaginei que a senhora que você disse, era a minha mãe.

— Designios de Deus.

— É uma honra tê-la conosco, Luna. Alec falou muito sobre você. — o sr. Fred apertou minha mão.

— A honra é minha, senhor. Obrigada por me receberem em sua casa. Recebam meus cumprimentos. — estendi-lhes a cesta.

— Querida, não precisava. — Rose sorriu, tímida.

— Não estamos passando fome. — Alec era teimoso, às vezes.

— É uma tradição dos valentes. Sempre que vamos à casa de alguém, levamos algo. — expliquei.

— Não precisa ser indelicado, filho. — Fred repreendeu-o.

Sentamo-nos em cadeiras. Percebendo meu nervosismo, Alec segurou minha mão. Pude ver o olhar que seus pais lançaram para nós dois: pura compaixão.

Coração ValenteOnde as histórias ganham vida. Descobre agora