6º Mês

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Mila


— Sam, acorde! — Chamei ele. Olhei para o relógio no criado mudo, passava das duas da manhã, tinha toda certeza que seria xingada.

— Oi Mila. — Com os olhos sonolentos, Sam olhou para mim.

— Deixa pra lá...

— A bebê não está deixando você dormir. — Sam me beijou no pescoço e eu senti um formigamento conhecido, já tínhamos feito amor naquela noite, mas eu não me cansava dele.

— Sim, ela acordou com a corda toda, mas...

— Ei bebê. — Sam começou a fazer carinho na minha barriga.

— Não é isso. — Estava em dúvida se falava ou não para ele o que era.

— O que é, pequena? — Derretia quando me chamava assim.

— Desejando uma coisa...

— Diga que eu vou fazer. — Sam levantou da cama animado. — Já estava esperando por isso.

— Hum. — Sentei na cama olhando para ele. — Quero tortinha de morango, com sorvete de limão, maionese e feijão.

A cara de espanto que ele fez foi tão engraçada. A coisa mais fofa foi ver ele em pé ao lado de nossa cama com o cabelo bagunçado, os olhos vermelhos de sono e a boca aberta espantada. Queria saber o que ele pensaria quando soubesse que mais cedo eu queria passar maionese em todo ele e lamber.

— A tortinha e o sorvete eu entendo, mas a maionese e o feijão? — Dei de ombros e sorrir para ele. — Certo, onde vou conseguir torta e sorvete?

— Está muito tarde, deixa para amanhã...

— Não, nem pensar. Minha linda mulher quer torta, ela vai ter. — Sam começou a andar de um lado para outro até que parou na minha frente com um sorriso enorme. — Para que serve os amigos? — Deitando na cama, alcançou o telefone, digitou um número e enquanto esperava ser atendido, me dava beijinhos na barriga.

— Acorda seu puto, preciso de um favor. — Sam riu da resposta. — Não é para mim, é para minha pequena boneca. — Esperou a resposta. — Bia tem tortinha de morango e sorvete de limão?

— Meu Deus, Sam. — Quis bater nele. — Eu não acredito que você ligou para Bryan e Bia às duas horas da manhã!

Tapando o bocal e me disse:

— Bia está dizendo que não quer que a sobrinha dela nasça com cara de torta e Bryan está falando que já é azar de mais correr o risco de nascer com minha cara.

— Diga para o Bryan que vou chutar a canela dele. — Ora essa, Sam é lindo!

Sam desligou o telefone e veio me dar vários beijinhos na minha boca.

— Ela vai nascer linda igual a mãe.

Um conquistador. Enquanto esperávamos nossos amigos, meia hora depois, escutamos a campainha. Bia e Bryan entraram em nossa casa e eu não sabia onde enfiar a cara.

— Desculpa gente por acordar vocês a está hora. — Com o rosto corado me desculpei.

— Que isso, Mila. Quando Bia ficar grávida, vou cobrar o favor. — Bryan veio me beijar. Olhei para Bia e estava com o olhar triste para o namorado. Tinha alguma coisa ali que depois eu iria descobrir.

— Vem Mila, vamos alimentar este bebê. — Bia chamou.

Fomos até a cozinha e peguei um pote de sorvete grande que eu tinha. Coloquei a tortinha, fui até a geladeira e tirei a vasilha onde tinha colocado o feijão. Peguei a maionese e fiz uma camada dos dois alimentos e depois, uma generosa colher de sorvete de limão.

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