5º Mês

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Sam


— Sam! Corre aqui. — Mila gritou por mim. Estava descarregando o carro, fomos em uma loja comprar os móveis do quarto do bebê. A pequena, como sempre, quis carregar as coisas e nós discutimos sobre isso. Eu sei que gravidez não é doença e blá, blá, blá. Na real? Eu gostava de mimá-la.

— O que foi? — perguntei ao chegar na sala e encontrá-la sentada com as pernas cruzadas e com as mãos na barriga.

— Mexeu. — Ela Levantou os olhos para mim chorando. — Nosso bebê mexeu.

Caminhei até ela e me ajoelhei ao seu lado. Coloquei a mão em sua barriga, ficamos ali por alguns minutos e finalmente senti, um negocinho de nada, se não estivesse focado naquilo, não teria pego o movimento.

— Mexeu — gargalhei feliz. — Nosso bebezinho.

— Quero saber o sexo dele. — Ela disse tímida. — Se estiver bom para você. Tipo, quero arrumar o quartinho antes que ele ou ela nasça.

— Por mim tudo bem. — Beijei a barriga dela com carinho.

— Você deve querer um menino, não é?

— Na verdade, eu não me importo. — Sorri para ela. — Seja menino ou menina, vai ser meu artilheiro. Vou ensiná-lo a jogar bola. A empinar pipa, a brincar de pega-pega, levar para pescar, pular amarelinha ou brincar de boneca.

— Não se importa mesmo?

— Não. Só quero que nasça com saúde. — Dei mais um beijo na barriga, outro em seus lábios e levantei. — A única coisa certa é que ser for menina ou menino, eu vou amar igualmente.

Depois daquele dia, o bebê não parou um minuto. Mila acordava no meio da noite com ele fazendo a festa. Ela não dormia, comecei a falar com ele quando estava em casa, contava meu dia a dia no corpo de bombeiros enquanto fazia massagem na barriga dela e isso ia acalmando ele.

No dia da ultrassom morfológica, estávamos muito preocupados, iriamos saber se de fato a gravidez estava ocorrendo tranquilamente. Depois que a médica fez todas as medições, verificou todos os detalhes e constatou que tínhamos um lindo bebê saudável, então, pedimos para ela ver o sexo.

— Ah, agora está tudo explicado. — Mila riu quando a doutora disse que esperávamos uma linda menininha. — É por isso que ela fica quieta quando você conversar com ela.

— Que foi? Sou um especialista em mulheres. — Dei um sorriso presunçoso. — Essa é a garotinha do papai.

Saímos do exame e fomos almoçar na casa de sua tia Eunice. Estava louco para conhecê-la. A mulher que foi um porto seguro para minha Mila. Ainda não tinha ganhado a discussão sobre contar para os pais dela.

Quando entramos na casa da tia dela, tivemos uma surpresa, seus pais estavam lá.

— Pai, mãe? O que fazem aqui? — perguntou Mila, ela empalideceu e seu sorriso morreu.

— Desde quando tenho que pedir permissão para visitar minha irmã? — perguntou a mãe dela. — Agora, Camila, acredito que lhe dermos educação para que você nos cumprimentasse de forma certa.

Mila andou até eles e pegou a mão de cada um e pediu a benção, fez o mesmo com a tia para depois voltar para o meu lado. Era impressionante a mudança nela. Passou de uma jovem alegre e descontraída para alguém rígido.

— Quem é o homem com você Camila? — o pai dela perguntou.

Mila respirou fundo e por um instante fechou os olhos. Pegou na minha mão, apertei ela para dar força.

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