4º Mês

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Mila


Como de costume, acordei de madrugada, mas desta vez não senti meu estômago revirar e tive vontade de correr para o banheiro. Eu senti um calor por todo meu corpo e uma coceirinha. Remexi na cama e Sam me abraçou mais apertado. O cheiro do Sam deixou as coisas piores, ele não usava perfume, na verdade, o coitado estava usando tudo sem cheiro, pois qualquer coisinha me fazia enjoar.

— Ei, quer vomitar? — perguntou a voz sonolenta atrás de mim.

Virei em seus braços e olhei para seus olhos verdes. O cheiro limpo de homem ficou ainda mais evidente, não consegui segurar o gemido. Agora sentia meus peitos pesados e os mamilos doendo. Eu estava excitada. Foi um choque para mim.

— Não, eu não quero. — Esfreguei-me nele, sentindo a calcinha ensopar. — Na verdade, estou com desejo de comer você.

A forte gargalhada que ele deu foi um indício que pensei alto. Senti meu rosto queimar e tentei me esconder. Eu realmente precisava parar com isso. Ele rolou no colchão e fez nós dois ficarmos cara a cara.

— O que está acontecendo Mila? — Era tão injusto ele não ter nem mau hálito quando acordava.

— Não é nada. — Como eu iria dizer para o pai do meu filho que eu queria sexo?

— Eu conheço a senhorita bem o suficiente para saber que tem algo aí que você está com vergonha de dizer.

— Não é nada sério. — Levantei da cama com todo o cuidado para não cair e fui até o banheiro, molhei uma das toalhinhas e passei no pescoço para aplacar o calor.

Na verdade, até aquele momento, nós dois só tínhamos trocado alguns beijos. Uns mais quentes outros menos. Tínhamos um mês de namoro e era como se fossemos colegas de quartos com um bebê no meio.

Estava confusa, não sabia se queria dar aquele passo, tudo começou com nós dois fazendo sexo, não queria acabar com aquela amizade que estávamos fazendo sexo. E se fosse ruim? A primeira vez, nenhum de nós dois lembrava. E se ele achasse que não era atraente por estar grávida?

Me olhei no espelho. Apesar de ter perdido peso por causa dos constantes vômitos, agora, a barriga estava aparecendo, meus peitos estavam maiores e acho que ganhei uns dois números de quadril. Até meu rosto estava mais largo. Única coisa boa em tudo aquilo era meu cabelo, que estava extremamente brilhoso.

— Acho que já sei o que está acontecendo. — Sam entrou no banheiro. Estava só usando a calça do pijama, porque a camisa eu que estava usando. Ele era lindo.

Sam caminhou até atrás de mim. Levava no rosto aquele sorriso que eu apelidei de sorriso do demônio. Sério, toda vez que ele dava aquele sorriso, eu estava perdida. Já sabia que ia me convencer de algo.

Olhou para meus olhos através do espelho. Minhas bochechas adquiram o mais alto tom de rosa. Sam subiu a mão e agarrou meu rabo de cavalo puxando minha cabeça para trás. Deixei de olhar os olhos dele no espelho para olhar diretamente.

— Sabe? — perguntei encabulada.

— Sim. — Sam manteve a minha cabeça presa enquanto com a outra mão subia a barra da camiseta. Seus dedos passaram de leve por minha coxa e foram subindo devagarinho. Tentei ficar quieta, mas aquilo estava me matando.

— Sam. — Sussurrei seu nome, minha voz estava rouca de desejo. — Por favor.

— Terá que ser mais específica, minha linda. O que você quer?

— Você.

— Aonde?

O maldito iria me fazer implorar.

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