3º Mês

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Sam


Mila está morando comigo há um mês. Criamos uma rotina, aguardamos as três para ela vomitar e me xingar. Dormimos juntos até às sete, quando levantamos e dividimos o preparo do café da manhã, sem ovo e sem o café, as duas coisas fazem com que ela enjoa e corra para o banheiro.

Tive que trocar meu perfume também. Eu realmente não tenho do que reclamar. Minha casa se transformou. Tem algumas plantinhas que alegram o ambiente. Almofadas coloridas, quadros de filhotinhos de cachorro. Panos de pratos coloridos. Fui notando as pequenas diferenças aos poucos, sou meio desligado.

— Vamos almoçar na casa da minha mãe este final de semana. — O barulho do copo se estatelando no chão me fez olhar por cima do ombro e ver uma Mila pálida. — Não se mexa. Está com os pés descalços e pode se cortar.

— Você não está falando sério né? — ela me perguntou.

— Claro que estou. Tem um monte de caco pelo chão... — Ela me deu um beliscão quando a peguei no colo.

— Estou falando na visita aos seus pais. — Mila fez aquela carinha fofa de quando estava receosa ou com medo.

Tomei os lábios dela nos meus e a beijei, era para ser só um selinho, mas ela se segurou em meu pescoço e aprofundou o beijo. Cara, adorava esses beijos roubados. Neste mês juntos, descobrimos muito um do outro, tinha bom gosto para filmes, comida, livros e mais ou menos para música. Um cara não era obrigado a escutar Katty Perry.

— Se eu não aparecer este domingo — disse ao dar pequenos beijo em seu pescoço. — Minha casa vai ser invadida, então, não temos escolha.

— Temos sim. — Ela me olhou com súplicas nos olhos. — Você vai e eu fico...

— Não. — Dei um selinho rápido, a coloquei no sofá e fui pegar os cacos de vidros. — Sem discussão, você vai ter que conhecer os meus pais, de preferência antes que nosso bebê se forme na faculdade.

— Que tal na formatura do colegial? — Olhei para ela com descrédito. — Tá bom. Mais ainda não sei se é uma boa ideia. Não sou boa com pais.

Gargalhei.

— Amor, você é professora do jardim de infância, lida com pais o tempo todo. — Lembrei ela. — Pensa em mim como um dos seus alunos.

— Sério Samuel? — Dei de ombros. — Vou calçar os meus pés para irmos à consulta.

A consulta foi tranquila, nosso bebê estava crescendo saudável, Mila estava com a glicemia um pouquinho elevada, mas nada com o que se preocupar. Entrei na mesma dieta que ela para incentivar, apesar que ela perdeu peso por causa dos enjoos. O que certamente comemorou para o meu desgosto, acho linda do jeito que é.

***

Outro dia estávamos assistindo um filme na TV e eu a puxei para o meu colo, gostava dela lá, fazer o que. Era um filme de menininha, a garota estava doente, sei lá, não me lembro, mas recordo muito bem que fiquei admirando os seios delas por um bom tempo, a gravidez estava deixando eles redondos e maiores.

Com toda certeza fiquei animado na parte de baixo e ela notou, já que em dado momento, me olhou totalmente corada e se remexeu em meu colo. Quando disse para ela parar quieta ou então, só iria atrapalhar as coisas, descobri que conseguia deixá-la ainda mais vermelha e adorável.

Quando ela quase caiu no banheiro uns dias atrás, no meio da noite, resolvemos que era melhor eu dormir junto dela na mesma cama. Mila tinha um jeitinho todo atrapalhado e até hoje me pergunto como ela conseguiu chegar viva até a idade adulta.

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