2º Mês

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Mila

Eu não acredito que estou fazendo isso.

Acabei criando um mantra na minha cabeça de tanto que repeti essa frase na última semana, Samuel conseguiu me convencer de morar com ele. Como ele disse, era o mais lógico. Para mim, nada daquilo era lógico. Eu só aceitei porque briguei feio com Anabel essa semana.

Quando contei para Anabel a minha colega de quarto, que estava grávida, além de ela dizer que eu era louca por estragar meu corpo, que não era lá essas coisas, estaria estragando a minha vida também. Era para procurar outro apartamento, pois não era obrigada a escutar choro de criança.

O apartamento era dela e eu não poderia fazer nada. Tentei achar um lugarzinho para mim e o bebê, mas o aluguel é super caro, me desmotivou. Meu salário de professora de escola infantil não era compatível com os lugares que procurei. Os outros eram muito longe do trabalho, eu nunca teria tempo para curtir meu bebê se fosse morar nestes lugares. E voltar para casa dos meus pais estava totalmente fora de questão.

A solução foi mudar para casa de Sam, ou seja, iria trocar de colega de quarto, nada de vamos casar pelo bem do bebê. Só iríamos dividir o mesmo teto, não a mesma cama e o mesmo nome. Éramos desconhecido que por algum motivo acabamos ficando juntos e criando uma vida.

— Ei mocinha. — Samuel apareceu em minha frente e pegou a caixa com alguns presentes que eu tinha ganhado como professora dos meus alunos. — A senhorita não está autorizada a carregar nada.

— Mas...

— Sem mas. — Samuel apontou para os homens que estava descarregando a caminhonete. — Para isso eu trouxe o pessoal do batalhão.

— Fazer eles trabalharem desta maneira não é certo. — Queixei.

— Doçura. — Bryan, o ruivo, parou ao meu lado carregando duas malas. — Quer me ajudar?

— Sim.

— Faça comidaum bolo. Todo esse exercício está me dando fome. — Ele fez careta.

— Pelo amor de Deus, Bryan. — A morena chamada Bia, parou ao lado dele com as mãos na cintura de cara amarrada. — Quem vê pensa que eu não te alimento. Só pensa em comida.

— Meu amor, isso é uma calúnia. — Bryan piscou para mim. — Penso em você todo tempo completamente nua e com muito chantilly e é uma delícia.

— Bryan! — Bia gritou completamente vermelha. Bryan gargalhou e entrou na casa com as malas.

— Bryan tem razão. — Samuel me disse.

— Que Bia é uma delícia com chantilly? — perguntei inocente.

— O quê? — Ele quase derrubou a caixa que estava levando. — Não. Eu não acho. Não saberia dizer se é verdade. — Samuel balançou a cabeça. — O que ele tem razão é que você poderia fazer sanduíches para nós. Eu comprei cerveja e algumas coisas para os rapazes.

— Tá bom. — Virei para ele e apontei o dedo. — Mas fique sabendo que não sou frágil e não estou doente, apenas gravida.

— E eu sou um cavaleiro que aprendeu que uma dama não deve fazer esforço. — Ele deu de ombros e seguiu para dentro.

Entrei logo atrás. A casa era grande com dois andares. No andar de baixo ficava a cozinha com a sala acoplada, um banheiro para visitantes e um outro cômodo que Samuel usava como escritório e que agora seria o quarto dele, não sem antes uma boa discussão. No segundo andar, tinha mais um banheiro a suíte e um quarto, que seria o quarto do bebê.

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