1º Mês

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Sam


A noite foi difícil. Nossa, a destruição que o fogo faz é simplesmente aterrorizante. Eu estava cansando de combater as chamas, quase perdemos a batalha, mas meus homens foram espetaculares. Fechei meus olhos por uns minutos para deixar o horror para trás, nesta manhã nebulosa. Quando escutei um toque na porta, abri meus olhos e lá estava ela, na porta da minha sala no quartel dos bombeiros.

Mila, ou melhor, Camila. A mais bela visão que já tinha visto. Cabelos pretos longos até o meio das costas, hoje estava em uma trança de lado. Pele clara com um leve bronzeado, indicava que ela passava longos períodos no sol. Olhos castanhos risonhos, nariz arrebitado e boca vermelha e carnuda. Não levava maquiagem, eu podia ver algumas sardas. Corpo exuberante, cheia de curvas nos lugares certos, uma linda mulher que tinha onde pegar.

— Oi — disse tímida, levava um envelope nas mãos. Vestia jeans e camiseta com logotipo de alguma escola, deveria ser a que trabalhava.

— Olá. — Sorri cansando.

— Eu deveria ter ligado antes, mas...

— Não. Não tem problema algum. — Eu queria estar mais arrumado, ou pelo menos não cheio de fuligem ou cheirando a fumaça, mas tinha acabado de chegar da última chamada e não tinha encontrado forças para ir tomar um banho.

— Você está bem? Quer que eu volte em um outro horário?

Olhei para ela me perguntando pela milésima vez, como eu poderia ter esquecido a nossa noite? Levantei da cadeira onde estava sentado em meu escritório no batalhão e dei duas passadas até onde ela estava. A tomei em meus braços e a olhei nos olhos.

— Não para as duas perguntas — disse antes de a beijar. Os lábios dela eram doces, tinha gosto de café e chocolate. O cheiro dela parecia o de um bolo, um delicioso bolo igual aos que minha mãe fazia quando estava chateado. Ela era suave, macia e encaixava perfeitamente nos meus braços. Um pouco baixinha, pois eu tinha que me curvar, mas isso não importava, porque o beijo dela era incrível.

Persuadi a abrir seus lábios e invadi sua boca com minha língua, explorei aquele recanto como se tivesse todo tempo do mundo. Senti seus braços rodear meu pescoço e o seu corpo colar ao meu. O toque dos seios fartos em meu peito me fez ter um lampejo, eu sabia que seus mamilos eram cor de rosa, e conforme beijados, ficavam duros e mais escuros.

— Oi de novo — eu disse quando a contra a gosto interrompi nosso beijo, pois ambos precisavam de ar.

— Aconteceu alguma coisa?

— Noite muito ruim. — Acariciei seu lábio superior com o polegar enquanto deixava nossas testas grudadas. — Preciso de algo bom para esquecer um pouquinho de ontem.

— Me beijar é algo bom? — perguntou ela com as bochechas em um tom de rosa gracioso.

— Pode apostar que sim. — Sorri e a puxei para dentro do escritório. Sentei na minha cama e ofereci a cadeira a ela. — A que devo a belíssima surpresa da moça que está ignorando minhas mensagens?

Mila corou ainda mais.

— Desculpe... é que tem sido um pouco desconcertante tudo isso.

— Um pouquinho né? — Mila balançou a cabeça afirmativamente, nervosa olhou para fora da sala, com as paredes de vidro era possível ver toda a área de descanso onde todos os bombeiros do batalhão encontravam-se derrotados em suas camas.

— O que houve ontem?

— Um grande incêndio em um galpão onde estava tendo uma festa. — Suspirei cansando. — O lugar não poderia suportar o tanto de gente e não tinha alvará para aquilo. Pegou fogo e não tinha saídas de emergências.

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