Capítulo 25 - Benjamin

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>>>RECADO IMPORTANTE<<<

Fala pessoal, tudo bem? Pois bem, como a maioria já sabe, estou em um dos momentos mais complexos no que se refere ao meu projeto chamado "Os 12 Trabalhos do Escritor". Pra quem não sabe, este é um podcast de entrevistas com autores, onde várias e várias dicas são passadas de acordo com um determinado tema proposto. Dito isso, é inegável que eu estou na etapa mais complexa desse projeto, onde boa parte do meu tempo deve ser consumido com edição de áudio para garantir um bom produto aos ouvintes, e é por esse motivo que decidi mudar a periodicidade de "Asas, Pingentes e Imortais" para 01 capítulo por semana.

Vale dizer que nas últimas duas semanas fiz alguns testes para entender o quão viável seria continuar postando os três caps prometidos, entretanto, além do resultado não ter ficado bom (pessoalmente achei que houve certa queda de rendimento) a escrita excessiva acabou por atrapalhar os outros projetos e, resumindo, terminei por não fazer nada no padrão de qualidade que costumo me cobrar.

Enquanto isso, vocês podem ir indicando a trama para os respectivos amiguinhos do Wattpad, pois agora que estamos na fase de teorias, pode ser legal ter com quem conversar sobre haha.

Por fim, peço a compreensão de vocês, leitores maravilhosos (haha) pois assim que a bateria de gravações/edições chegar ao fim, voltarei a periodicidade de 03 capítulos semanais :D

AJ.

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Antes que Benjamin abrisse os olhos, a sala escura entregava a localidade com seu odor pútrido. Estava de pé, assim como na cozinha do sobrado, mas sem a mão de Samuel em sua testa. Agradeceria por não ter acordado beijando o chão nojento, só que preferia isso ao invés da hipótese do cara-a-cara com o cadáver sombrio que residia naquela penumbra. Os primeiros segundos foram temperados com o medo de abrir os olhos e dar de cara com Hades. Dias atrás, tinha certeza de que o sumiço do deus significava jamais precisar por os pés naquele cemitério de esperanças, no entanto, aspirar a podridão reacendeu uma quantidade considerável de medos quase esquecidos.

- Se existe uma coisa mais nojenta do que o deus do inferno, é o interior da sua alma. – a voz do mutilado ecoou pela sala. De imediato, Benjamin colocou o receio de lado e fitou todos os cantos possíveis na procura dele.

A sala parecia diferente, agora com uma quantidade quase nula de névoa. Uma segunda impressão deu certeza de que o cheiro já não parecia tão desagradável quanto na primeira visita. Já as luzes bruxuleantes, estas clareavam a ponto de trazer um tom gótico ao local, tirando a invisibilidade das paredes e, principalmente, do trono de pedra no centro do âmbito.

- Acho que encontrar Eliel trouxe sérios problemas ao seu parasita pagão. – os passos de Samuel ecoaram de trás do trono. Com a fala serena e semblante despretensioso, analisava cada detalhe com a frieza de um legista – Você o sentia daqui de dentro, certo?

- Como você sabe disso? – o raciocínio do mutilado não fazia sentido.

- Eu sempre estou um passo à frente. – ele diminuiu a distância num caminhar de braços cruzados, sem perder a atenção para com o local.

- Não é a resposta que vai me fazer entender o que está acontecendo.

- Não te devo respostas, garoto – dois metros os separavam – Você é só um peão que, se não for promovido logo, morrerá no fim deste jogo, independente de quem vença.

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