SETE: PROBLEMAS COM FOGO

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Nota: Opa, as coisas aqui estão esquentando!

Mas preciso avisar vocês sobre uma coisa: eu tenho até a metade do 10 escrito, apenas. Como estou focando em Jogando os Dados 2 e 3 (que ainda tenho uns 20/30 capítulos pra escrever pra finalizar as duas) antes de voltar para caçadora, é possível que a gente tenha uma pequena parada após o capítulo 9. Mas imagino que seja quase 100% de certeza que isso não ocorra. Isso só se eu desfalecer no meio das minhas provas hahahahaha

Bom, estamos avisados. Nosso próximo encontro é em 08/04, sendo sempre possível um pequeno atraso de memória, como a atualização de hoje.

Espero que gostem e POR FAVOR, comentem!

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- Nós não vamos fazer isso – eu anunciei, no dia 19, quando Bia e Lisbela estavam reunidas no quarto da última, que tentava ensinar a primeira a como liberar o próximo mês para reservas, sem sucesso.

Eram 23h da noite e Bia tinha planejado abrir as reservas às 0h do dia 20 para ver quanto tempo demoraria para não ter mais vaga. Ela e Lisbela tinham até apostado em minutos e horas. Eu estava nervosa, eu tinha dito para o Investidor Misterioso que iria pensar e não queria demonstrar que já havia decidido, então apenas deixei que elas continuassem com a preparação para a abertura do calendário e, ok, eu estava desistindo no último momento, mas nada justificava aqueles olhares acusatórios que as duas estavam me lançando bem naquele momento.

- O quê? – Bia se fez de desentendida.

- Como assim nós não vamos fazer isso? – Lis perguntou.

Eu respirei fundo e dei uma volta no quarto, andando apenas porque eu estava nervosa e não sabia exatamente o que fazer. Não, eu não podia contar para elas sobre o cara. Não podia contar para elas sobre o que eu pretendia fazer no próximo mês – era ainda mais arriscado e elas ficariam extremamente preocupadas. Eu tinha que inventar uma nova mentira, rápido, e me amaldiçoei por não ter planejado nada antes.

- Eu estou cansada disso, sabe? – Murmurei. – É perigoso. – Vi as duas me olharem de olhos arregalados, com a expressão demonstrando choque. – Sei que dá uma grana boa, mas eu não sei se quero continuar com isso. Preciso de um tempo pra pensar.

Bia e Lis se entreolharam, como se conversassem sem palavras e Bia me encarou com a expressão suavizada. Ela entendia o medo e o cansaço que eu fingia transparecer em meu rosto, mais porque ela escrevia minhas histórias com detalhes que qualquer traço empático que ela pudesse ter mais ressaltado.

- Eu entendo isso, Tatá – murmurou. – Mas as meninas estão esperando para tentar pegar um dia com você. Eu suspeito que tem algumas que nem querem te contratar para nada além de um jantar.

Rangi os dentes. Que diferença eu tinha de uma prostituta, naquela situação? As pessoas me pagavam dinheiro para me alugar por algumas horas... E achavam que podiam até jantar comigo. Eu não estava fazendo nada útil com meu tempo, apenas vivendo uma imagem de uma personagem que aquecia o coração de senhoras em casamentos mornos.

Eu podia mais. Eu merecia dar mais. E eu tinha como. O investidor tinha garantido que eu tivesse como. Eu só precisava lhe mandar um sinal de que eu estava pronta para aceitar sua proposta e sair por aí fazendo coisas realmente úteis.

- Diga a elas que eu sinto muito, mas que peguei um caso que precisa de mais atenção e não sei quando estarei disponível para reservas novamente, mas que elas terão notícias minhas através dos contos no site.

Bia arregalou os olhos, sem entender. Lis estava meneando a cabeça, meio perdida também, mas parecia um pouco mais compreensiva, por incrível que pudesse parecer. Estive com medo de decepcionar as duas com meu discurso desistente, mas, apesar de Bia parecer triste, não parecia exatamente chateada comigo.

[HIATUS] A Caçadora de CanalhasLeia esta história GRATUITAMENTE!