● APRESENTAÇÃO

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Amigo não tem raça, cor e nem língua, tampouco religião

Amigo não tem raça, cor e nem língua, tampouco religião. Para mim, amigo só tem que ter uma coisa: um coração.

Autor Desconhecido

Em 2016, as denúncias de discriminação religiosa recebidas pelo Disque Direitos Humanos atingiram seu maior número desde 2011, e mesmo que o assunto tenha voltado a ser recorrente após a última aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), onde a prova da redação teve como tema a intolerância religiosa, a tendência é que esse número aumente.

Sempre fui contra qualquer tipo de intolerância religiosa e já vi isso acontecer por várias vezes. Acredito que, acima de tudo, o respeito deve prevalecer, afinal, todos são livres para escolher que doutrina seguir, e — nunca, jamais! — devemos demonizar as escolhas de outrem por causa disso.

Quando eu estava sentado em casa, esperando que alguma inspiração caísse dos céus, para que eu pudesse escrever um bom conto e depois enviá-lo a comissão organizadora do Festival de Talentos do Instituto onde estudava, estava aflito por não ter a mínima ideia do que fazer. Quando escrevo, quero deixar uma mensagem, quero alertar sobre algo e gosto que meus leitores reflitam sobre suas atitudes e, claro, sobre as dos outros. Mas que tema renderia uma boa história? Era o que eu pensava naquela noite.

Amizade é um tema recorrente em minhas histórias. Desde que eu li Cidades de Papel (John Green), a palavra amizade ganhou contornos diferentes em minha mente e eu tomei como sonho escrever sobre isso em algum momento de minha jornada como escritor. Certo, amizade, mas esse tema isolado renderia uma boa história? Foi aí que eu parei para pensar em minhas amizades. E analisando cada uma delas me veio à mente mais um tema para meu conto: intolerância religiosa.

Quando eu escrevi Como Ser Um Bom Amigo, anteriormente conhecido como Dia da Amizade, eu pensei em minha amizade com Thais, uma grande amiga e companheira de leitura. Thais é Testemunha de Jeová, e isso jamais foi um problema para mim ou para muitas das pessoas que nos cercam, mas o mesmo não se aplica a toda a população mundial, certo? Em 2014, duas Testemunhas de Jeová foram processadas em Baku por pregarem sua fé. Quando foi que atividades religiosas viraram crime? Essas duas mulheres são apenas um exemplo. Coisas piores acontecem todos os dias, mas como Peter e Talya — meus dois protagonistas — ensinam, não devemos desanimar por causa disso, até porque não vale a pena, certo?

Como Ser Um Bom Amigo me emocionou muito enquanto eu o escrevia, e saber que o conto tinha dois grandes objetivos só me deixava ainda mais feliz em dar-lhe vida. Além de enviar o conto para o Festival, eu iria dá-lo de presente a Thais. Era uma data importante — vocês vão descobrir ao final do conto — e o que eu tinha de melhor para presenteá-la, depois dos livros de capa dura que eu arrumei e alguns marcadores, eram minhas mais sinceras palavras. Como forma de tornar a leitura do conto emocionante como foi escrevê-lo, deixarei uma música em cada um dos capítulos, para que vocês ouçam (em um volume que não atrapalhe), seja antes de iniciar, durante ou ao término da leitura. Por experiência própria, garanto que ouvir durante a leitura, bem baixinho, é mais interessante. Vocês quem decidem, mas é necessário que ouçam as músicas para que a experiência seja completa, beleza? Para esta Apresentação, recomendo Maior, de Dani Black feat. Milton Nascimento!

Por fim, com os ingredientes amizade, música, intolerância religiosa, Pedro, Thais e um bocado de força de vontade que nasceram Peter e Talya.

O Peter tem um pouco de mim e a Talya tem um pouco da Thais.

Já Como Ser Um Bom Amigo tem tudo de nós dois.

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