Um mês depois - Yan Volta ao trabalho

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Yan voltou ao trabalho depois de um mês de luto, seus pais vieram para São Paulo para ajudar nos cuidados com Jimmy e Soraia que envelheceu anos por conta da morte da filha, ele se sentia culpado pelo que aconteceu e achava que Soraia o culpava de alguma maneira, por isso ficava a maior parte do tempo calada apenas observando os dois brincarem na sala de brinquedos, isso causava um mal estar enorme e ele se afastou sem perceber e Soraia sentiu sua distancia, mas sua dor era grande e não disse nada, apenas curtiu o luto.

_ Bom dia Senhor Butler!... Fala Glaucia sua nova secretária.

_ Bom dia!... _Ele entra em sua sala e se senta.

Glaucia abre a agenda e expõem seus compromissos do dia e horário de reuniões, ele mal olha para ela e liga o computador e abre a gaveta e tira uma pasta de dentro dela e Poe sobre a mesa e da atenção à secretária e escuta com atenção, ele respira fundo, não tinha animo de continuar no Brasil e naquela empresa, mas herdou de Célia e precisava pensar no filho e na sogra que dependiam dele para tocar o negócio e ele levanta a mão para ela parar e passa a mão pelos cabelos e começa a ofegar.

_ O senhor está bem?! _ Glaucia se preocupa e corre para o aparador e pega um copo de água e lhe entrega.

_ Eu não sei se vou suportar viver aqui e cuidar desta empresa sem minha esposa!... _ Ele funga segurando a emoção. _ Eu vou enlouquecer!... _ Ele diz em um sussurro e gira a cadeira para a janela e deixa rolar as lágrimas.

_ Vai conseguir sim!... Honre a memória de sua esposa Sr. Butler!... Ela gostaria de saber que está levando sua vida em frente!

_ Estou tentando!

_ Quer que eu diminua o ritmo de sua agenda?... Assim vai mais cedo para casa e assim vai pegando o ritmo!?... _ Ela tomba a cabeça para o lado e sorri.

Yan a olha e balança a cabeça agradecido e aceita e o dia passa devagar e lento e ao sair da empresa da de cara com Renato em pé na saída da garagem da fabrica e manda o motorista parar e abre o vidro e os dois se encaram.

_ O que quer?!... _ Pergunta Yan nervoso.

_ Quero saber em qual cemitério está enterrado o corpo de Célia!...

Yan desce do carro furioso e agarra em seu paletó e o imprensa no muro ele ofega de ódio e fala em inglês, pois seus pensamentos eram rápidos demais para falar em português.

_ Você ficou louco de vez não é?... Veio aqui me afrontar... _ Ele imprensa Renato mais ainda no muro _ Se não tivesse segurado Célia... Estaria viva agora, teria levado minha esposa para bem longe... _ Ele serra os dentes. _ Agora vem aqui e me pede para saber onde ela está enterrada!... O que quer com isso?!... Você tinha tudo para salvá-la, mas a segurou naquele inferno e deixou que a pegassem!... _ Yan deixa as lágrimas correrem, mas sua raiva transborda e ele o solta assim que o motorista e Alexandre o seguram.

_ Eu quero me despedir!... Célia também foi importante para mim e nós dois a amávamos!... _ Ele fala baixo, mas olhando para Yan.

_ Nos deixe em paz!?... Deixe Célia em paz!... _ Yan entra no carro e manda o motorista seguir.

Renato fica ali parado e Alexandre Poe a mão em seu ombro se compadecendo do homem e o puxa para o carro e o faz entrar e fecha a porta e diz assim que Renato baixa o vidro.

_ Cemitério do Morumbi... Peça informação pelo nome de Célia Squiavo Butler e te darão o local ode está enterrada.

_ Obrigado!

_ Se quer um conselho!?... Não volte mais aqui!... Ele culpa a si mesmo pelo que aconteceu!... _ Alexandre faz uma careta e bate no teto do carro e volta para a mini Van e vai embora.

Renato segue para o cemitério do Morumbi e lá pega o numero da lápide e o funcionário indica o local e ele segue até achar, lá se Poe em pé e pede perdão várias vezes, Yan tinha razão, ele tinha o dever de protegê-la e não fez, nem serviu para morrer em seu lugar e chorou por um bom tempo, deixando sobre o tumulo um buque de rosas vermelhas.



Célia (Volume 2)Onde as histórias ganham vida. Descobre agora