SEIS: O HOMEM DO OUTRO LADO DA LINHA

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Nota: estou alguns minutos atrasada porque meu celular atrasada porque descobri que meu celular travou e estava mostrando a hora errada kkk Mas vim assim que percebi!

Espero que gostem do capítulo e, sempre que puderem, deixem um comentário por favor <3

Nosso próximo encontro será em 24/03!



"Ora, olá, Caçadora" uma voz masculina ecoou do alto-falante do celular. "Teve uma semana agitada, não?"

Minha primeira reação aquilo foi começar a entrar em pânico. Alguém (um homem querendo se vingar de mim?) tinha descoberto quem eu era e tinha descoberto meu número de telefone. O telefone era fácil de resolver, porém, era só trocar de número. Não tinha ninguém na minha agenda, com quem eu gostaria de manter contato, que não pudesse lhe dar um número novo pessoalmente. Mas haviam outros problemas: se ele sabia meu número de celular e, talvez, meu nome, saberia meu endereço? E, se sim, talvez ele não tivesse com certeza de quem a caçadora era. Podia suspeitar de Bia e de Lis, se não as conhecesse. Ou talvez as usasse de alguma forma para chegar até mim.

Eu estava claramente surtando e precisei tomar uma boa dose de ar para conseguir responder algo consistente.

- Não sei do que você está falando – eu disse, assumindo minha expressão neutra e firme, embora ele não pudesse ver. Planejava vestir a armadura da Caçadora para proteger minhas irmãs, custasse o que custasse.

Consegui ouvir a risada do homem através da ligação. Não parecia maligna, contudo, ele parecia apenas divertido com a minha reação, como se não esperasse nenhuma outra. Bom, era realmente óbvio, ele achava que eu simplesmente iria ceder e sair falando: olá, sou eu mesma, a Caçadora.

"Não jogue esse jogo, Caçadora. Não comigo" ele disse. "Não tenho dúvidas de quem você é e sei do que você é capaz. Sei do homem que você mandou para o hospital por te drogar e tentar te obrigar a fazer determinadas coisas e também sei do homem que você mandou para a cadeia por realmente fazê-las com uma menor de idade. Tenho acompanhado seu trabalho. Sou um fã".

Arfei um pouco e tentei fazer com que ele não ouvisse minha surpresa, embora achasse que seria impossível não ter notado. Quase ninguém sabia que Vitor acabara no hospital, apesar do conto de Bia. Ela tinha feito parecer que minha fuga havia sido uma luta justa com uma barra de ferro e que ele tinha saído correndo ao perceber minha força. Não tinha nenhuma menção à bebida drogada que ele me dera, à tentativa de estupro, nem que ele tinha acabado no hospital por causa das queimaduras e do ferimento que eu lhe causara na virilha. Só Bia sabia daquilo com detalhes, além de Lisbela, para quem eu sabia que ela compartilhara. Como ele sabia daquilo? Estava me seguindo? Tinha grampeado meu telefone?

- Acho que você ligou para a pessoa errada – eu disse, ainda tentando terminar aquilo com o menor dano possível.

Se eu o convencesse de que não era eu, ele poderia ir embora e tentar começar sua pesquisa novamente, até... Bom, acabar me encontrando outra vez. Até então eu teria alguma ideia de reverter aquilo.

"Não, Caçadora" ele foi irredutível. "Eu sei que é você. Eu te disse, tenho acompanhado seus avanços" sua voz era melodiosa, como se tentasse me acalmar. "Não quero te assustar, Caçadora, não sabia que isso seria possível, na verdade. Gostaria, apenas, de conversar".

Ah, não. Revirei os olhos. Seria um maníaco hacker que tinha me descoberto para tentar conquistar a Caçadora e se gabar para os amigos? Eu deveria esperar que aquele tipo de coisa poderia acontecer, eventualmente. Não tão cedo. Mas se eu fosse ponderar o alcance que minhas empreitadas tinham conseguido, dentre as mulheres, além dos acessos do site que só subiam, não era de se estranhar.

[HIATUS] A Caçadora de CanalhasLeia esta história GRATUITAMENTE!