i m a g i n e • b t s • t a e h y u n g • v
Uma jovem escritora mal sucedida conhece, através das milhares de possibilidades indecifráveis do universo, Kim Taehyung: um garoto estranho e com a personalidade mais distinta que j...
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1º Dia.
Dedos ágeis.
A intuição desesperada da garota, que a frente do notebook transcrevia algumas das meras ideias que surgiam, parecia coisa de novela. A diferença é que novelas não eram reais.
Ela estava entusiasmada espiritualmente, mas aquele cabelo desleixado e short que sambava em suas pernas, não demonstravam o mesmo.
O estado de seu quarto, sobretudo a casa inteira, era lamentável. Há dias a moça não se preocupava com o bem estar social, moral e principalmente higiênico.
O chuveiro já não recebia seu corpo nu a miseráveis 35 horas.
Ao lado da mesa de trabalho uma quantidade considerável de pacotes de biscoitos de sal jogado sobre as migalhas do mesmo. A água na garrafa havia acabado, mas estava ocupada demais para ir buscar outra na geladeira.
Sua postura desleixada na cadeira, com a perna esquerda agachada sobre o busto, descalça.
Nada importava, aquilo ao redor era apenas sem cor. Aquilo que dava seu melhor no computador era laranja.
A laranja era tudo o que precisava.
— ACABEI — gritou, após mais 3 horas digitando letra por letra sem parar.
Gritou naquele quarto oco, por mais que objetos havia, tornavam-se nada. Gritou para quem quisesse ouvir. O vazio talvez? Talvez.
Vivia sozinha. Ela e seu sonho laranja de conseguir publicar o livro que dedicou nove meses de sua vida.
Nove meses era pouco para a moça. Nove meses de trabalho duro era o mesmo que ir à uma lanchonete sutil tomar um café na época da primavera, mas não era primavera.
Quando se faz algo que gosta, o tempo é seu inimigo, amigo, irmão ou namorado. Mas o tempo nunca é entediante.
Às vezes um pouco azedo-amarelo, mas era o tempo. Tempo mal-educado que não espera por ninguém. Mesmo assim, não era um inimigo tão cruel.
A crueldade corroía a alma de dentro para fora, até que não sobrasse qualquer gota da pureza.
Do pouco de socialização que ganhara como seu bom senso, a janela estava ao menos aberta para correr ar puro. Aquela janela tinha um nome, seu notebook tinha um nome, a cadeira que sentava há dias, também pusera um nome. Ela gostava de nomear coisas.
Bom, já o seu nome não importa muito. Isso não mudaria em nada. Ela era "a garota da história" já que para as pessoas, é importante diferenciar uma das outras desta maneira.
LEVANTOU-SE NUM PULO e correu até o banheiro, deixando atribuir o desalijo de sua "bexiga" prestes a explodir. O papel nem lá tinha mais, os segundos que se correram foram passados de pressa.