Diagnósticos.

Começar do início

-É a família do senhor Jorge Arqueniun?- O médico perguntou.

-Sim.- Henrique responde se levantando.

-Esse paciente apresentava algum tipo de sintoma depressivo?- Questiona o clínico.

-Isso é um absurdo. -Fernanda fala.

-Fernanda contenha-se. –Henrique repreende a irmã sendo que há poucos instantes fazia o mesmo que ela. -Não ele não parecia ser um depressivo.

-Um dos medicamentos ingerido por ele era um tarja preta, outro era um sedativo, outros eram comprimidos mais simples, muito me pareceu um coquetel. Vocês não o fizeram vomitar ou fazer caminhadas excessivas não é?– O médico observa.

-Na verdade quem o encontrou foi Joaquim um dos funcionários dele, ele nos contou que encontrou papai caído no chão da diretoria da gravadora inconsciente. –Fernanda explica.

- Mas como é a situação dele?-A mãe dos meninos finalmente se manifesta.

-Fizemos uma lavagem gastrointestinal para remover possíveis resíduos e utilizamos carvão ativado para se ligar às drogas no organismo e evitar sua absorção.- O médico explica.

-Poderia nos informar quais medicamentos foram ingeridos?-Pergunto curiosa e vejo os olhares de todos me percorrerem, ora, sou uma estudante de enfermagem não posso conter a curiosidade.

-Claro. –O clínico me entrega uma pequena receita com alguns nomes de fármacos escritos, realmente os medicamentos eram da classe que o mesmo havia descrito. Já estou começando a acreditar que o Senhor Jorge queria mesmo nos deixar. Mostro rapidamente o papel aos outros que estão no cômodo e o guardo no bolso da calça que estou usando.

-O meu pai vai ficar bem?-Fê pergunta atônita.

-Vamos deixa-lo em observação por essa noite e amanhã veremos como seu corpo reagira.-O médico conclui e se retira.

-Vou ficar essa noite. Henrique diz.

-Não, não mesmo, todos vocês vão para casa porque tem aula amanhã e a mãe do Vítor vai me fazer companhia durante o resto da noite. - A senhora Arqueniun fala com ar de severidade.

-Mãe a senhora acha que com o papai internado temos cabeça para se quer ir à faculdade?-Henrique fala pondo as mãos na cabeça.

-Filho você precisa ter cabeça não só para faculdade, mas para a gravadora também. Não sabemos se seu pai realmente tentou suicídio, mas de qualquer maneira não podemos deixar a gravadora nas mãos de qualquer um. Está na hora de você e sua irmã tomarem dianteira do patrimônio da família. Tenho certeza que é isso que o pai de vocês iria querer em sua ausência, que vocês cuidassem do que é nosso. -

      Henrique não respondeu nada, apenas baixou a cabeça como se buscasse coragem para seguir o conselho que a mãe lhe dera, sei o quanto ele ansiava em ficar com o pai ate que o mesmo despertasse, mas ao mesmo tempo sei que permitir que ele fique aqui só o desgastará ainda mais. Quando seu rosto se reergueu seus olhos procuraram os meus e balancei a cabeça transmitindo apoio, e concordância, descansar e assumir as rédeas da família é exatamente o que ele tem que fazer, e terá minha ajuda no que for preciso.

-Estamos aqui para ajudar. -Vítor diz batendo no ombro do amigo.

-Você nunca vai estar sozinha.- Vejo Bernardo sussurrando para Fernanda enquanto posiciona umas das mexas de seu cabelo atrás da orelha. Eles dois vivem em pé de guerra, mas felizmente Bernardo se mostrou a válvula de escape para a tristeza de minha cunhada.

-Nós vamos para sua casa, você vai tomar um banho, descansar e amanha iremos para a faculdade, à tarde vou acompanhar você e Fernanda na gravadora. -Digo.

Ao som das batidas do seu coração .Leia esta história GRATUITAMENTE!