CINCO: OLÁ, CAÇADORA

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Nota: Vamos ser realistas... Nós não vamos chegar a 100 comentários no capítulo 4 tão cedo. E eu estou ansiosa para postar o 5. Tinha prometido a mim mesma que esse teste dos comentários funcionaria até esse capítulo, se desse certo, continuaria fazendo, se não, seria cancelado. Eu queria que vocês comentassem e curtissem mais para que as atualizações fossem mais rápidas, não que demorassem mais que o normal... E o tiro saiu pela culatra. Por conta disso, estou cancelando a experiência. A partir de agora e por enquanto eu conseguir manter, atualizarei de duas em duas semanas, então nossa próxima atualização tem data marcada: Sexta, 10/03 às 22h. Combinado?

E surtem nesse capítulo. Surtem a vontade. Estou ansiosa pelos surtos. Dividam comigo sua experimentação, podem comentar a cada parágrafo - é sério. Eu adoro sentir que estou conversando com vocês e vocês me dão gás para escrever mais rápido.

Beijos.

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Foi Bia que me ajudou a lidar com Bianca quando retornei, no dia seguinte. Mostrei a ela o video que gravara de Marcelo dançando e tirando a roupa e depois de Bia ter se chocado, ficado vermelha e também ter soltado um comentário nada parecido com o comportamento dela, ela respirou fundo, passou o vídeo para o computador e anexou na resposta que escrevia para Bianca. Naquele ponto, estávamos usando o wifi da lanchonete enquanto aguardávamos Lisbela sair da fisioterapia. Ela tinha ficado bastante zangada por não ter conseguido tantos detalhes da noite anterior e eu prometi que não contaria para Bia enquanto ela não retornasse. Mas tinha feito o suficiente para que ela pudesse me ajudar ao que escrever para Bianca.

"Bom dia, Bianca.

A noite foi produtiva e uma outra diária seria supérfluo. Segui seu noivo, Marcelo, para, realmente, uma boate noite passada. Ele não mentiu no geral para você: ele realmente está fazendo um bico, mas não é com construção nem como bartender. Na verdade, ele faz um ótimo show de strip no clube vermelho. Gravei um vídeo para que você pudesse assistir ao espetáculo também.

Não deixe esse rapaz fugir de você, mas o faça entender que mentiras não vão levar o relacionamento de vocês a lugar algum.

Atenciosamente,

Caçadora

Ps: estou pensando em escrever alguns dos meus casos em um blog, você daria autorização para que contasse o seu? Sem citar nomes, é claro."

- Que história é essa de blog? – Questionei ao ler o email redigido.

Bia deu de ombros com um sorriso misterioso no rosto.

- É só uma ideia – ela disse. – Agora, preciso te perguntar: você vai continuar fazendo isso?

Eu tinha me perguntado aquilo pelas horas que havia conseguido dormir e desde que estava desperta. Não conseguia encontrar nenhum motivo para parar: o dinheiro era fácil e aquele primeiro caso tinha sido bem tranquilo. Achei que eu deveria, pelo menos, tentar.

- Vou – concordei, com um sorriso nervoso.

Não tinha tanta certeza se era isso que eu queria fazer com a minha vida, mas estavam todos animados e, bom, além de ser um dinheirinho interessante, já tinha ajudado três pessoas até aquele momento. Era algo que eu nem sempre conseguia fazer no banco, na verdade era mais comum eu ferrar com as pessoas do que realmente ajudar, então estava feliz com aquele novo ar.

Bia ficou anormalmente animada, ainda em posse do computador e do meu email. Olhei para a porta do hospital e para relógio: Lis ainda devia ficar por lá mais meia hora e tinha nos prometido avisar quando acabasse sua sessão. Fazia uma daquelas, ao menos, duas vezes por mês, embora fosse recomendado um pouco mais. Ela detestava. Era uma das poucas coisas que reclamava de sua adaptação depois do acidente. Toda vez que a levávamos ao hospital para fazer o tratamento, ela se perguntava o porquê tinha que fazer aquilo se a lesão que tinha era irreversível e nunca mais voltaria a andar. A gente insistia que era para que os músculos não atrofiarem e tudo mais que os médicos nos falavam, mas ela continuava reclamando sobre o quão não prático era aquilo. Então, só deixávamos ela reclamar e levávamos ela mesmo assim, em uma frequência menor do que deveria, mas ainda segura.

[HIATUS] A Caçadora de CanalhasLeia esta história GRATUITAMENTE!