Estava em minha casa no Caribe, deitada na minha grande boia dentro da minha piscina, bebendo meu Frozen, enquanto tomava um delicioso banho de sol. Era tão bom saborear o dinheiro do meu pai, mesmo que isso tivesse um preço, no qual era fazer sempre tudo que ele pedia.

Precisava pensar em algo para me livrar disso, pois nem sempre estava disposta a lhe fazer os favores que ele queria. Tinha que arranjar uma maneira de ter a minha própria fortuna, arrumar uma maneira do meu pai e da minha mãe me passarem a filial de New York, pois dentre todas a que nós tínhamos, ela era a que rendia mais dinheiro. E a única coisa que eu faria se a tivesse, seria ser bilionária!

De repente empregada apareceu para atrapalhar meu lazer e meus pensamentos, o que me fez revirar meus olhos mesmo que ela não pudesse ver, então abaixei levemente meus óculos de sol para saber o que aquela coisa queria.

– Seu pai está aqui, senhorita Barker. – Disse juntando as mãos na frente de seu corpo. – Posso pedir para que lhe espere aonde? – Fiz uma cara pensativa.

– O mande me esperar no deck, irei me secar e já estarei indo. Sirva o que ele desejar. – Ordenei, e coloquei meu copo vazio no suporte que a boia tinha e descia dela. – O que está esperando? – Perguntei para a empregada que ainda estava parada a beira da piscina. – Vai logo, traste! – Fiz um sinal com a mão, então ela deu uma corridinha entrando na casa.

Bufei com aquilo. Aquela menina era uma lerda, e eu odiava pessoas lerdas.

Sai da piscina e me sequei com a toalha que tinha em cima de uma espreguiçadeira, depois coloquei meu vestido que usava antes de entrar na água, calcei meu chinelo e fui até o deck, onde meu pai já se encontrava sentado, vestindo uma roupa bem fresca, uma camisa de botão abertas, calças brancas, dobradas até em suas canelas, e seu chapéu favorito de praia.

Sorri quando ele me olhou, então fui até onde estava e lhe dei um abraço, no qual foi retribuído fortemente.

– O que devo a honra de sua visita, papai? – Perguntei me sentando em uma cadeira ao seu lado, enquanto a empregada já trazia um whisky com bastante gelo para meu pai.

– Preciso que me ajude com algo. – Pediu logo de cara, o que me fez erguer uma sobrancelha. Nossa, deveria ser algo bem importante para não me ligar, e sim vir até aqui.

– Me traz um curaçau blue. – Mandei, e a empregadinha saiu logo. – Então, no que posso te ajudar?

– Bem, preciso que faça sua mãe voltar para mim. – Aquilo me fez soltar uma risada alta. Minha mãe jamais largaria do James, que tinha quase a minha idade para voltar com meu pai. – Estou falando sério, Natasha! Não aguento mais ficar longe da sua mãe.

– E você acha que me importo? – Torci os lábios. – Enfim, o que eu ganharia em troca se conseguisse essa proeza? – As ideias em minha cabeça já começava a surgir.

– Posso te dar o que quiser. – Um sorriso enorme já tomou meu rosto. – Céus, estou fazendo o pacto com o diabo. – Brincou, então rimos juntos.

– Quero sua parte da filial de New York. – Soltei logo de cara. A empregada apareceu com meu drink, no qual dei um belo gole. – Então, papai? – E olhei esperando por sua resposta.

– Tudo bem, mas só terá sua parte se sua mãe desistir do divórcio e voltar para casa. – Aquilo seria difícil, mas talvez eu conseguisse, só precisava saber como iria convencer minha mãe a se separar aquele babaca do James.

– Fechado. – Um sorrisinho formou em meus lábios com o canudo entre eles. – Antes de tentar quero um contrato, dizendo que você vai passar a sua parte para mim caso eu cumpra minha parte do acordo.

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