Floresta Vermelha - Parte 1

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Meus olhos se abriram e eu me vi no meio de uma floresta.

Olhei em volta.

Apenas árvores altas e esbeltas brilhando com sua grandeza com o sol da tarde.

Comecei a andar e notei que eu mesmo estava com uma mochila. E blusa fina, calça jeans.

Hora piscava a minha visão e eu via a mim mesmo na forma do lobo, piscava normalmente, eu andava como gente normal, humano.

-Eu conheço essa floresta... - falei comigo mesmo. Minha voz parecia tão longe.

Parei um instante e olhei para cima e a floresta estava mais avermelhada, provavelmente por causa do sol se pondo no horizonte.

O vento que antes estava calmo, agora soprou com força de trás de mim me empurrando.

- Frio... - falei e, antes de terminar de me virar. Um calafrio me subiu pela espinha até a nuca.

Senti como se meus olhos se abrissem tanto que arderam.

Engoli em seco, virando um dos olhos até a extremidade e vi.

Aqueles enormes monstros, enormes, fortes, alguns que se assemelhavam a ogros raivosos, outros humanos cobertos por armaduras de sangue e seres onde apenas da cintura para cima era visível.

O sol baixou mais, o vento me empurrou novamente com a sua passada brusca e me fez correr.

Minha respiração ofegante tentava me acompanhar.

"Essa Floresta... Não era assim.... Vermelha..." eu pensava até tropeçar e dar a sorte de um ogro passar voando por cima e cair atordoado longe.

Pude ouvir o sol da raiz da arvore voltar para de baixo da terra discretamente.

Rápido me levantei e acabei olhando-os de frente.

Muitos deles viam atrás de mim, alguns até mesmo a cavalo.

Girei novamente e vi uma cabana e me apressei para entrar nela.

- Alo!? Tem alguém!? -gritei insistentemente.

Bati nas paredes e circundei a cabana.

Ela foi construída ao pé de uma planície e a entrada, era uma porta que estava barrada e ficava a uma escorregada pelo chão barrento e húmido.

O chão tremeu com eles se aproximando e vi alguns arcos sendo apontados e flechas se do atiradas em minha direção.

Corri e comecei a subir a planície, circulando a cabana.

Me abaixei, girei, esquivei, levantei os braços e escorreguei sem querer para a porta soterrada da cabana, e entrei por uma janela de vidro que se quebrou com o meu peso.

Cai dentro da cabana, reparei que havia sangue em meu rosto, olhei para o lado e uma mãe e uma menina estavam apavoradas olhando para mim do fundo escuro da cabana que era iluminada por uma lâmpada. Mesmo sem energia.

Atrás de mim. Vigas subiram do chão furado mais próximo da porta e fecharam a janela.

Pude ver rapidamente, como o sol havia sumido rápido e estava escuro e barulhento o lado de fora com todos os monstros gritando.

Suspirei e senti o sangue em minha boca também.

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Contos de Um Lobo na Cidade - Vol. 3 - Histórias de Vidas ParalelasLeia esta história GRATUITAMENTE!