Capítulo 45 - 3 de agosto (Pedro)

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3 de agosto de 2016

Meu caderno preto...

Estou em êxtase! E foi esse sentimento que me impediu de te escrever mais cedo.

Passei o dia com o meu irmão, a jogar consola e até a fazer o almoço. Esperava que essas atividades diminuíssem a minha ansiedade, mas não. Nada!

São quase sete da tarde e ainda não parei de um lado para o outro. Quer fisicamente, quer mentalmente. E isto porquê? Porque a corrida de ontem tinha sido fantástica. Vê-la correr. Acompanhá-la e ver o quão feliz estava por ter alguém que corria ao mesmo ritmo dela. Na verdade, sendo sincero contigo, consigo correr mais rápido, mas gosto de tê-la a meu lado. Sentir aquele roçar de braços, ou até mesmo a sua doçura quando fala, quando sorri.

Foi no meio deste contentamento que, inesperadamente, ela me mandou uma mensagem para irmos tomar café. Só os dois!

Nunca fui muito bom em matéria de verbalizar sentimentos e, muito menos, escrevê-los, mas sinto-me radiante. Renovado. Cheio de energia e capaz de fazer tudo por ela. Mesmo sem a conhecer completamente.

Poderás dizer-me que tenho o Facebook dela, o seu perfil. Mas não o fui ver. Acredita em mim! Prefiro ser eu a descobrir o seu perfil e comtemplá-lo, tal como fizera na ponte, quando a encontrei dias atrás.

Aceitei o café, claro! Sugeri até encontrarmo-nos na praça... Lugar onde pus olhos nela pela primeira vez e onde me tocou. Onde tocou numa parte de mim que julgara adormecida. Melhor será dizendo: inexistente. Nunca acreditei, completamente, no verdadeiro amor. Ou na história da alma gémea. Muito menos em amor à primeira vista. Mas ela, simplesmente com aquele olhar, foi capaz de derrubar todas essas minhas crenças.

Ai!!! Sofia... se só com um olhar conseguiste abalar aquilo em que acreditava, nem consigo imaginar o que farás comigo quando os nossos lábios se tocarem.... Será hoje? Não sei. Um beijo dela não deveria ser roubado. Deveria ser merecido! Mas, se se proporcionar, porque não? Porque não provar os seus belos lábios? Porque não sentir a ponta do seu nariz tocar no meu? Porque não sentir as minhas mãos segurarem-lhe a anca e puxarem-na contra mim?

Tantos sonhos. Tantas possibilidades. Mas, uma coisa sei, hoje poderá ser, muito provavelmente, o nosso primeiro encontro. E tudo farei para que, ao menos, lhe consiga arrancar um sorriso. Ou uma gargalhada. Seria já tudo para mim.

Diário, os meus pais já chegaram pelo que está na altura de ir ajudar com o jantar para, antes de ir ter com ela, passar na casa do João. Pode ser que me consiga acalmar antes da caminhada que depois farei até ao centro da cidade.

Até amanhã,

Pedro


P.S.: Ficas Comigo? (Nova Edição)Onde as histórias ganham vida. Descobre agora