{/loulita/ musiquinha: And You Give, Matthew Barber!! <3}


Louis se recostou na banqueta do terraço, fitando com alegria os olhos faiscantes de Harry. Ele havia tirado o paletó e afrouxado a gravata, mas se recusava a tirá-la, lembrando-se de como havia sido excitante quando Louis a puxara na Ponte Santa Trinita.

O jovem estava cativado por ele – pelo seu nariz, suas maçãs do rosto, seu queixo anguloso, seus magníficos olhos verdes sob as sobrancelhas escuras e pelos cabelos que despontavam do colarinho aberto da sua camiseta branca.

Ele estava de lado, virado para o de olhos azuis, descansando a cabeça na mão, o braço apoiado no cotovelo, o joelho direito dobrado, servindo champanhe. Eles brindaram ao seu amor e tomaram o Dom Pérignon vintage favorito de Harry antes do mesmo se inclinar para capturar os lábios finos do outro com os seus.

– Gostaria de alimentar você – murmurou ele.

– Sim, por favor.

– Feche os olhos. Apenas prove.

Louis confiava nele, então fechou os olhos e sentiu algo tocar seu lábio inferior; em seguida, estava dentro da sua boca; chocolate, morango doce e suculento e a sensação do polegar de Harry roçando sua carne. Abriu os olhos, o agarrou o punho, puxando seu polegar para dentro da boca, lentamente.

Os olhos verdes se arregalaram e ele gemeu. O menor deslizou seu polegar pela língua, tocando-o de leve e chupando-o com determinação, antes de girar a boca ao longo da sua ponta para saborear qualquer resquício de chocolate. Harry tornou a gemer pelo modo como Louis olhou para ele sob os cílios, encarando-o com uma mistura de paixão e surpresa.

Tomlinson o soltou e afastou o olhar.

– Não queria alimentar suas esperanças. Um dedo é uma coisa, mas sou péssimo em...

Harry interrompeu sua autodepreciação com os lábios, beijando-o de forma quase violenta. Acariciou seu pescoço de cima a baixo com um dedo só enquanto explorava sua boca com a língua. Quando recuou, o verde estava em chamas.

– Pare de se depreciar. Não quero mais ouvir esse tipo de coisa. O que nós temos é só nosso. Não julgue prematuramente a si mesmo, a mim ou o que podemos ser juntos.

Lhe deu um beijo leve no rosto, como se quisesse abradar a rispidez do seu tom de voz, e roçou os lábios contra a orelha dele.

– Além do mais, não tenho dúvidas de que você é excelente naquilo. Uma boca tão talentosa quanto a sua seria incapaz de decepcionar nesse sentido. – Ele lhe deu uma piscadela maliciosa.

Louis ficou tão vermelho quanto as frutas, mas não respondeu.

O mais velho continuou a lhe dar morangos cobertos de chocolate, alternados por pequenos goles de champanhe, até o outro recusar a sobremesa para retribuir o favor.

Pegando um garfo, o pequeno encheu de tiramisu e arqueou uma sobrancelha ansioso para ele.

– Feche os olhos.

Harry obedeceu e ele enfiou o garfo com delicadeza entre seus lábios. Gemeu alto, por a sobremesa estava deliciosa. Melhor ainda foi o prazer de ser alimentado por seu amado. Louis se preparava para lhe servir outro pedaço quando o outro o interrompeu.

– Acho que se esqueceu de algo, Sr. Tomlinson – disse, lambendo o lábio inferior.

Agarrou a mão pequena, arrastando dois de seus dedos por uma pequena porção da sobremesa e colocando-os languidamente dentro da boca. Como sempre, não teve pressa, sugando com carinho os dedos curtos, deslizando sua língua por eles antes de chupá-los desde a base até a ponta.

O Inferno de Harry S.Read this story for FREE!