Parecidos não Iguais

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Naquela dia eu estava andando pela cidade, estava voltando de uma passei pelo transporte sobre trilhos em massa. Eu gosto deles, são muito interessantes ao meu ponto de visão.

Eu estava vestido de uma maneira muito popular naquele dia. Camiseta regata e solta, branca com uma listra apenas de cima a baixo e preta. Uma calça estilo de sarja e preta, com um tênis (sim, um tênis, coisa que eu, neste mundo, não uso) branco. Com meu cabelo cortado e os meus óculos de sempre (tortos na minha cara) olhando tudo a volta.

Nesse dia em especial, eu havia ido ver um amigo ou colega (as pessoas mudam o jeito de se tratar e eu apesar de entender, não gosto disso), e estava voltando para o meu local de descanso.

Resolvi então que deveria fazer um caminho confiável, já que neste dia, o transporte sobre trilhos estava, quase todo, em manutenção. Isso não me afligiu mas eu queria evitar multidões de pessoas que estivessem elas, muito nervosas ou em grande quantidade, não me deixava muito à vontade.

- Coisa chata... – Reclamei comigo mesmo enquanto caminhava pela estação. Eu precisava ir ao banheiro e ver algum funcionário do local para ter informações atualizadas sobre a situação do transporte, para que eu pudesse decidir sobre qual o caminho fazer.

Logo que virei a passarela e entrei na estação, apressei o passo para o banheiro e para a minha sorte, havia um funcionário próximo do banheiro.

Fui tirando o meu fone branco e pequeno do ouvido para falar com o funcionário e quando cheguei mais perto dele, próximo o suficiente eu percebi nele, o que ele tinha.

– Licença... – Falei de modo reprimido com o funcionário, me senti como se estivesse falando com a pessoa que mais amo.

– Pois não? – Respondeu singelamente o funcionário. Apesar dele estar fardado com o uniforme da segurança, consegui olhar ele bem. Moreno, de cabelos curtos e estavam com gel, pois estava arrepiado e firme apesar de não estar grande, seu corpo parecia bem trabalhado (ele devia fazer algum exercício físico mas não academia).

– Gostaria de saber se o transporte voltou ao normal – Perguntei a ele, tentando não parecer tímido com a sua presença que muito me deixava feliz.

Sorte minha neste mundo não ter rabo ou orelhas, pois estaria muito eufórico e tímido ao mesmo tempo.

– Ah sim senhor – Me respondeu ele com um leve sorriso e relaxando a postura de segurança.

– Mas sem falhas ou paradas excessivas? Está circulando pelas duas vias? – perguntei, agora olhei os olhos dele, eu vi exatamente os olhos que vejo na pessoa que amo.

Eram semelhantes de alma.

– Sim senhor, está tudo normal – Me respondeu ele, logo emendando – O transportes estão com intervalo normal para o dia e circulando pelas duas vias senhor. – Terminou de dizer ele tranquilo e com aquele leve sorriso com aparelhos.

– Está bem então – Respondi agora animadamente – Obrigado! – Terminei de dizer meio eufórico e alegre (sou péssimo para disfarçar quando gosto de alguém), e corri virando para o lado e entrando no banheiro apressado para tentar disfarçar qualquer coisa.

***

Sai do banheiro e evitei olhar o segurança (não sei se foi o certo mas achei melhor fazer), segui pelo caminho de volta. Desci as escadas que tinha e eu estava na plataforma simples do transporte.

Vi logo que estava cheio então, não passou o transporte faz algum tempo.

Peguei o meu fone, coloquei nas orelhas. Encaixei de volta o pino no meu aparelho de celular e coloquei para tocar a música de forma aleatória.

Contos de Um Lobo na Cidade - Vol. 3 - Histórias de Vidas ParalelasLeia esta história GRATUITAMENTE!