Capítulo 14 - Mesmo quando o passado volta a bater em sua porta? Parte 4 (Final)

7 0 0

Obs: Esse arco do passado do Caio será narrado em terceira pessoa para que vocês leitores tenham um panorama geral de tudo que ocorreu, mas quase no final a história volta para narrativa em primeira pessoa.

Entre Sem Bater

Por Andréia Kennen

Capítulo 14

Mesmo quando o passado volta a bater em sua porta?

Parte 4 (Final)

Os olhos azuis claro de Cassiano se arregalaram demonstrando todo seu espanto na confissão do amigo.

— Usted...

— Tente falar em português, Cass. Eu sei que quando você fica nervoso dispara no espanhol e eu não vou conseguir te acompanhar.

— Caiozito... Eu... Digo... Você... Espera? Gay? Meu mejor amigo?

— Sim.

— Em um verano que me voy e passo longe, usted me descobre que és um trolo?

— É.

— Como? Digo... Como...?

— Como você descobre que gosta ou não de uma comida?

— Experimentando?

— Então...

— Diabos, Caiozito! — Cass elevou as duas mãos à cabeça e deslizou-as sobre os cabelos ondulados jogando-os para trás. — Usted não pode estar sério sobre isso.

— Mas estou. E muito.

— Como usted pode ter tanta certeza que é gay apenas se beijando com outro... outro... outro... Ah, diabos! Outro. Com outro!

— Quem disse que foi apenas um beijo? Foram vários. E não foi apenas isso, nós já transamos também — Caio disse aquilo tentando manter a expressão mais séria possível, mesmo que por dentro estivesse tendo dificuldade em conter a vontade de rir da cara que o amigo fazia.

— Do que usted está a rir? — Cassiano notou, mudando ele a expressão para irritado.

— Bem, eu não sei dizer — o sorriso virou uma breve risada. — Mas é engraçada a cara que está fazendo, você precisava se olhar no espelho.

— No te rías!

Caio tentou se conter.

— Ok. Desculpe.

— É mesmo sério? Você fez sexo com um cara?

— Sim — confessou naturalmente, juntando os joelhos e abraçando-os. Caio estava sentado no carpete do quarto do amigo, os dois começaram a conversar enquanto Cassiano desfazia as malas. Mas quando entraram naquele assunto o argentino parou de mexer no guarda-roupa para prestar atenção no amigo e nas novidades que ele contava. — Eu estava tão ansioso para te contar tudo — Caio continuou. — Começou faz algum tempo, no natal, quando nos falamos por telefone aquele dia, só que não era algo que dava para detalhar por telefone, por isso esperei que chegasse.

— Foi depois de usted ter beijado a Fê?

— Isso. Talvez, eu não ter sentido nada com a Fê e ter sentido um reboliço tão grande com o Denis, que eu pude ter certeza do que eu realmente sou.

— Denis? Esse não es su vizinho que é casado?

Caio assentiu, sentindo um pouco o peso daquela observação.

— Usted descobriu que é gay com um cara casado?

— Por que esse tom? — Caio franziu o cenho começando a ficar incomodado com os comentários do amigo. — É isso mesmo que estou entendendo, Cass? Está querendo dar um de moralista comigo? Logo você que vive dando em cima de garotas que tem namorado?

Entre Sem BaterLeia esta história GRATUITAMENTE!