Capítulo 51 - Jeremy, parte 2/3

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Enquanto tomavam assento, seu amigo falador trocou frases desnecessárias com o barman, um homem magro de bigodes longos

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Enquanto tomavam assento, seu amigo falador trocou frases desnecessárias com o barman, um homem magro de bigodes longos.

Alguns tragos.

Um mulher pouco atraente, vestida de preto e vermelho toca o piano. Melhor seria o silêncio do que estas notas arranhadas, amargou enquanto sofria o calor do salão e a ausência de brisa.

Mais uma dose.

Um índio entrou no salão vestindo roupas de couro e foi até o balcão. Não tinha nada contra índios. Também não tinha nada a favor. O índio falou de maneira bruta, o que não lhe incomodou. Nenhuma brutalidade o assustava ou incomodava. Era experimentado entre brutos.

- Só dois e trinta, chefe - cobrou o barman.

Jeremy observava a tudo, como sempre fazia. Nunca perdia nada do que acontecia a seu redor.

O índio colocou a mão dentro de uma bolsa de couro mole e puxou de dentro uma pedra de ouro e a entregou na mão do barman.

Alguns arregalariam os olhos e outros torceriam o pescoço mas não Jeremy. Ninguém suspeitaria de sua observação.

O barman olhou em sua volta, tentando saber se mais alguém viu o que aconteceu.

Jeremy deu um trago no cigarro. Seu parceiro estava desatento.

O barman guardou a pedra de ouro no bolso de seu colete e entregou una garrafa ao índio.

- Chame meu primo Rony, e diga que é urgente - disse para a mulher de vermelho e preto.

Muito calor, fumaça e suor.

Um homem grande e corpulento entrou pela porta do salão alguns minutos depois.

Jeremy bebeu mais um gole de sua bebida.

O homem cumprimentou os dois no balcão mas somente o parceiro falador retribuiu o cumprimento.

Logo o índio foi conduzido pelo brutamontes a uma porta nos fundos do salão.

Jeremy e seu parceiro terminaram suas bebidas, deixaram algum dinheiro no balcão e foram até a rua. Ouviram a porta do salão fechando a suas costas.

- Vá até o armarinho e compre alguns salames, pães, cigarros e sabão. Nos encontramos no rancho - disse Jeremy enquanto pisava na bituca do último cigarro.

Jeremy era sutil e furtivo. Ninguém percebeu sua presença atrás do galpão para onde levaram o índio. Encostou-se na tábua da parede próxima as vozes e pode ouvir a tudo como se estivesse dentro do recinto.

Jeff mais leve que o arOnde as histórias ganham vida. Descobre agora