Capítulo Dezesseis

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"O Retorno da Cobra."

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Domingo, 20 de abril de 2003

Férias! Escrevo em uma escrivaninha aconchegante, diante de uma janela com vista para as árvores que dançam ao som da chuva. Estou na casa da mamãe, imensamente feliz! Aqui, ao lado dela, voltei a ser criança! Recebo seu carinho todas horas e despejo sorrisos ao receber biscoitos recheados com café nos fins da tarde. Eu precisava disso; dessa presença acolhedora e do ar maravilhoso do interior... Faz tempo que não venho aqui. A vista é tão linda! Fiquei contente com o apoio da minha maior confidente.

O Cris se animou com a receptividade toda e aproveitou para apresentar Alina como sua namorada. Estamos desfrutando desse momento de paz e planejando escrever algumas canções. Voltaremos aos palcos depois de amanhã, e apesar da felicidade de poder cantar de novo, sinto que os instantes daqui me farão muita falta. Ontem, por exemplo, nos reunimos na mesa da varanda, que dá para uma rodovia margeada pelas árvores, e jogamos baralho até a madrugada. Acho que a última vez que jogamos baralho aconteceu há mais de cinco anos!

Nos primeiros dias a mamãe falou do papai. Contou uma encrenca na qual ele havia se metido, e acrescentou que estava vivendo ao lado de uma nova mulher. Parece que pensa em se casar... Será? Não fiz questão de me aprofundar no assunto, embora eu deseje de coração que ele se "ajeite" na vida. Fiz de conta que o papai não constitui mais a mesma importância de outrora, e simplesmente virei a página desse capítulo horrendo do meu passado. A mamãe fez muitas perguntas sobre a nossa vida nos palcos; quis saber se vivíamos bem, se tínhamos um teto, se o empresário da banda nos tratava com zelo e fidelidade, essas coisas.

Acho que a parte mais profunda foi quando assistiu a nossa matéria no programa do Gilberto Barros. No programa eu falei um pouco sobre a minha luta antes de conseguir entrar na banda e fiz questão de afirmar o quanto amava a minha mãe, pois ela foi a maior mentora responsável pela minha persistência. E falando no programa, que baita realização! Fomos levados a um belíssimo camarim, recebemos algumas instruções dos produtores e partimos para o belo cenário que eu só via na telinha da minha tevê. Que emoção danada de boa! Não houve nada de negativo, nem mesmo por parte do temível nervosismo; afinal de contas, a forte ligação entre nós é capaz de romper qualquer barreira. Tentamos transparecer o máximo possível da nossa simpatia (tanto para o público quanto para o apresentador), que se admitiu encantado com a música que apresentamos.

 Tentamos transparecer o máximo possível da nossa simpatia (tanto para o público quanto para o apresentador), que se admitiu encantado com a música que apresentamos

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Gravamos o programa dois dias após o Natal, daí pegamos um voo com destino a Salvador, fizemos um mega show no parque de exposições (se eu não me engano, cantamos para mais de vinte mil pessoas), e voltamos para a sede, onde viramos o ano com muito festejo, comida e bebida (a Milena entre nós!). Não comentei anteriormente, pois não me anima a ideia de escrever esse tipo de coisa. Porém, a Milena retornou justamente no dia da gravação do programa. Não aconteceu nenhuma rixa entre a gente, mas aquela sensação de desconforto e ameaça, que já me atormentava, tomou conta de mim outra vez. Fiz de conta que estava tudo bem (sou boa nisso), e mantive a postura até o fim. Infelizmente, a volta dela ocasionará algumas mudanças que me entristecem um pouco, como a já confirmada saída da Amara no segundo semestre do ano.

Se o Vitor bate o martelo, não podemos fazer nada!

E falando na Milena, que mulher problemática! A entrevista que ela deu para uma revista sergipana causou oficialmente aquilo que tentávamos evitar aos fãs: todos pensam agora que o cenário da banda se transformou em um ringue de luta!

As meninas estão aprimorando... A santa inveja mandou lembrança! O público nos abraça com um carinho sem igual; suamos em cima do palco! Sabemos quem são os veteranos, mas nenhum deles precisa agir dessa maneira infantil, nos ofuscando desse jeito. Falei com o Andrei a noite passada e ele ficou irado com as palavras da jararaca. A Milena é ridícula e espaçosa, adora ser o centro das atenções. Preciso me preparar emocionalmente para enfrentá-la de novo! De qualquer forma, entramos em 2003 com muita força de vontade. Graças à repercussão do programa, fomos convidados para dar entrevistas em diversos Estados, dentre os quais se destacam Bahia, Piauí e Pernambuco.

Resta dizer que voltamos para o Sergipe, entramos em período de férias e aqui estou, aproveitando os últimos instantes do ócio na companhia da mamãe. O silêncio é algo constante. Vivo debruçada na varanda, a ver caminhões trafegando na estrada, e imagino, de olhos fechados, o possível retorno do Rick.

Droga. Aqui estou eu,falando nele de novo, quando deveria estar mais preocupada com a presença daMilena no próximo show...

Valquíria


Escrito e Desenhado por Robson Gundim

Queria agradecer pelo apoio de todos que estão lendo! Não deixem de votar e de deixar a sua opinião, pois ajuda bastante e me deixa bem feliz ^^ O atraso, às vezes, é devido ao tempo que eu levo para desenhar também; alguns desenhos estão sendo fe...

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Queria agradecer pelo apoio de todos que estão lendo! Não deixem de votar e de deixar a sua opinião, pois ajuda bastante e me deixa bem feliz ^^ O atraso, às vezes, é devido ao tempo que eu levo para desenhar também; alguns desenhos estão sendo feitos agora, e isso me custa horas de trabalho. Apesar disso, é algo que amo fazer e, independente do trabalho, seguirei até o fim.

Obrigado mais uma vez, e grande abraço a todos!

O Canto da ValquíriaLeia esta história GRATUITAMENTE!