Parte II - Capítulo 2

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-Eu vou te levar para um lugar tranquilo, Mateus. Eu sei que você já passou por poucas e boas, mas você vai entender que o quê a sua mãe fez, foi por você. E falando nisso, eu sinto muito por tudo que aconteceu com ela. - Comentou Augusto.

O menino continuou andando cabisbaixo, como se tivesse tentando entender tudo o que Augusto acabara de revelar. Ele também estava triste e pela primeira vez pode se sentir sozinho, refletindo que a sua mãe não estava mais por ali e que por mais que segurasse a mão de um estranho, sentia confiança e que talvez algo de bom pudesse acontecer.

-Eu não sei o que você está falando, tio. Mas desde que encontrei a minha mãe morta no chão de casa, você foi a primeira pessoa por sentir algo por ela além de mim, obrigado. - Sussurrou o pequeno menino. Mimo soltou um murmúrio de desagrado de dentro da mochilinha.

Os dois andavam quando Augusto sentiu que a atmosfera ficou pesada. Pararam em uma rua movimentada, já no centro da cidade. Placas que antes apenas mostravam propagandas comerciais, agora exaltava a organização de uma forma prioritária.

A organização utilizava propagandas com fundos claros e escrita cinza claro. Era difícil ler o que estava escrito. Diziam que faziam isso para que a população prestasse atenção em seus anunciados.

Nos grandes televisores brilhantes ali no centro, homens de vestimentas parecidas com as de padre falavam algo que Mateus não entendia muito bem.

-Tio... - Mateus puxou a conversa - Esses dias eu vi a tia do bar assistindo esse pessoal e parecia que ela estava meio... uhn... desnorteada. Quem são essas pessoas? São Padres?

-Mateus, você ainda é pequeno. Mas acredito que vai entender tudo o que vamos te revelar.

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