DOIS: O PAPEL CHAMUSCADO

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NOTA INICIAL: Confesso que fiquei chateada por não termos completado a meta de estrelas no capítulo anterior, mas eu já não estava mais aguentando esperar e hoje é noite de Natal, então aqui estamos. Acho que exagerei nas estrelas pra um momento inicial e, apesar de ser uma questao de tempo, quem liga pro tempo? Eu quero agora hahahaha

A meta dessa vez é 80 estrelas e 100 comentários (vale varios comentarios de uma só pessoa, mas comentando os trechos, ok? Não saíam comentando palavra por palavra não, por favor) ou quando o livro chegar a 2 mil visualizações :)

Feliz Natal e até o capítulo 3!!!

***

Seguir as instruções de Bianca para encontrar Diego, o tal professor de inglês por quem ela estava interessada, foi uma das coisas mais ridículas que eu já fiz. Para começar, ela queria me avisar quando ele saísse do curso para que eu o seguisse e, então, ela queria que eu o seduzisse a ponto dele me convidar (ou eu convidá-lo) para um local mais discreto e, antes de irmos, contar para ele que eu era soropositiva.

Ou seja, se ele topasse, o que eu faria? Bianca tinha tanta certeza que ele não toparia estar com alguém soropositivo (vide suas experiências anteriores) que nem se dignara a me oferecer um plano B para o caso dele aceitar e, por conta disso, eu me sentia prestes a furar o olho da minha irmã.

Afinal, com todo o meu charme, que escolha ele teria além de me acompanhar?

Eu, é claro, fiz tudo diferente do que ela me disse para fazer. Enquanto Bia estava na escola e Lis me mandava mensagens desesperadas por atualização da delegacia, eu me encontrava na cafeteria do outro lado do curso de inglês, para onde Bia só iria no horário da tarde, encarando a foto que ela me mandara dele. Era bonitinho, não o meu tipo de cara bonitinho, mas parecia combinar com Bianca. Tinha olhos escuros e cabelo castanho claro, levemente encaracolado em cachos grossos, dando, ao seu rosto triangular, um aspecto quase angelical. Tinha uma tez que parecia, para mim, indiano. Ou árabe. Um rosto agradável de se olhar, sem dúvidas.

Assim que decorei suas feições, comecei a encarar a rua, na esperança de encontrar o tal do Diego saindo da escola para o almoço. As crianças haviam saído há cerca de dez minutos e Bianca me alertara que ele dava aula nos três turnos hoje, então teria que sair em algum momento e eu estava pronta para colocar meu plano em prática.

Meu café já estava um pouco frio quando vi Diego cruzar a saída do curso, olhando para os lados. Havia um semáforo bem em frente ao curso e ele parou no mesmo, aguardando abrir. Dei uma pequena corrida e me encontrei aguardando do outro lado da rua, também. Tirei o celular da bolsa e fingi me distrair lendo mensagens, fingindo não notar que o sinal para pedestres tinha aberto. Quando Diego estava quase a minha frente, eu dei um pulo e uma guinada de corrida para dar tempo de atravessar e deixei meu café ir todo contra a blusa dele.

Bia tinha me dito que Diego era um cara legal. Caras legais jamais resistiam à mocinhas desastradas.

- Ai, meu Deus, me desculpe! – Empertiguei-me ao redor dele, tirando um guardanapo de dentro da bolsa e já passando por cima da sua camiseta, tentando secar. Ele era magrinho e não tinha quase nenhum músculo, mas esse não era um problema meu.

Diego riu do meu desajeito e me pegou pelos braços, puxando-me do meio da rua, com o sinal quase abrindo para os carros, para a calçada. Um galante, educado, legal, simpático e protetor: Bia podia casar, ele tinha minha aprovação automática.

- Não foi nada, está tudo bem – ele me assegurou, soltando meus braços e sustentando o sorriso tranquilizador.

- Eu destruí sua camisa – choraminguei, deixando-me soar dengosa, muito mais parecida com Bia do que comigo mesma. – Por favor, olha só você, eu... Tem algo que eu possa fazer?

[HIATUS] A Caçadora de CanalhasLeia esta história GRATUITAMENTE!