Capítulo Seis

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— Amelin, você está fervendo de febre. — disse Aurora. Três horas haviam se passado e o estado de Amelin estava piorando.

— Estou com frio, Aurora.

— Eu vou chamar um curandeiro!

Amelin notou que ela estava segurando uma caixa de vidro mediana com um objeto dentro, embrulhado.

— O que é isso em suas mãos?

— É mais um presente, mas você pode esperar para ganhá-lo; sua saúde não.

—Não faça isso! Eu estou muito curiosa agora. Você vai deixar sua filha doente ficar curiosa?

— Vou sim. Só vai ganhar quando ficar melhor.

Amelin ficou emburrada, mas aceitou. Sabia que não conseguiria convencê-la tão facilmente, já que o vínculo afetivo materno entre elas havia sido rompido há 21 anos e seria reconstituído com o tempo.

— Amelin, eu já gostaria de te avisar que você será apresentada formalmente para o seu povo. Faremos uma cerimônia de coroação, em breve.

— Quando será a cerimônia? — perguntou animada.

— Ainda não definimos uma data, mas logo começaremos os preparativos — respondeu Aurora. — Você deverá ser preparada antes: precisa aprender, no mínimo, as regras básicas de etiqueta. Deverá aprender a usar seus poderes, e, claro, deverá estar melhor de saúde. Eu vou chamar um curandeiro. Fique quieta aí em sua cama, por favor.

Aurora saiu do quarto de sua filha e desceu as escadas. Chamou uma das criadas que encontrou pelo caminho e pediu para que chamasse o curandeiro real. Em vinte minutos, um senhor de idade foi recebido pela rainha e encaminhado para os aposentos da princesa.

Amelin estava com uma crise de espirros e não parava de tossir quando o curandeiro Everlerick adentrou no recinto.

O senhor aproximou-se da princesa e observou-a. Seu nariz estava muito avermelhado. Everlerick tocou em sua testa e percebeu que a paciente estava com muita febre.

— Como a senhorita ficou doente, vossa Alteza? Há quanto tempo está passando mal?

— Hoje, mais cedo, eu caí dentro de um lago. A água estava muito gelada e já me senti mal desde quando saí da água.

— Vossa Alteza, você deverá ficar acamada por três dias, no mínimo. Se achar necessário, fique mais tempo — Ele fez uma pausa olhando para a rainha. — Eu passarei um remédio feito com ervas medicinais e frutas cítricas. Ele deverá combater os sintomas da gripe e deverá ser tomado de seis em seis horas, por dois dias. Misture-o em água: 250 miligramas de remédio para 100 mililitros de água. Para a febre, caso persista, coloque alguma toalha com água fria na testa e nos pulsos dela; quando a toalha ficar com uma temperatura mais amena, repita o processo — virou-se novamente para a princesa e falou: — Lembre-se, Alteza: tome muito líquido. Recomendo tomar bastante chá quando perceber que a febre está voltando e tome muito suco natural de laranja ou limão.

— Muito obrigada, senhor Everlerick.

O velho curandeiro despediu-se de Amelin e fora acompanhado até o andar inferior. Clariandra levou-o até a porta.

A rainha foi até a cozinha e despejou o remédio entregue pelo curandeiro em um copo com 100 ml de água, conforme a orientação que recebera. Levou-o até a sua filha, que estava muito sonolenta. Aurora tocou suavemente em seu ombro direito para não assustá-la. Entregou-lhe o copo e Amelin engoliu o remédio.

— ARGH, que remédio forte — reclamou Amelin.

— É forte, mas vai te deixar melhor. Agora descanse, Amelin — Aurora tocou a testa da filha, que ainda estava muito quente. Decidiu que voltaria para o andar térreo à procura de panos.

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