Eu queria enfiar a mão na cara de Lex e daquela vadia da Natasha!

Não era possível que ele era burro ao ponto de ficar com ela novamente, não é possível! Será que realmente meu amigo, no caso não sei nem mais se posso me referir a ele assim, não enxergava o mal que aquela garota o fazia? E não era por falta de aviso, pois eu já avisado uma, duas, e até mais vezes, mas o cabeça oca do Alex nunca me ouve. Nunca! Ah!

O pior era que não estava apenas com raiva por isso, e sim, porque eu amava daquele maldito, ou amo, sei lá, mas nunca falei por diversos motivos bem claros. Não podia simplesmente pegar a nossa amizade e jogá-la fora confessando o que sentia por ele durante anos, Lex se afastaria de mim, tinha certeza disso, e agora, ele nem pestanejou em fazer isso! Pegando o que tínhamos e jogando para o alto apenas por medo. Sim, era puro medo, eu sabia disso, podia sentir toda vez que chegava perto dele, mesmo que tenha sido poucas depois do que aconteceu.

Agora podia sentir as lágrimas escorrendo pelo meu rosto enquanto o olhava nos braços daquela... Agr! Vagabunda! Como podia se entregar assim tão facilmente a alguém que não o amava, e que já tinha deixado isso tantas vezes bem claro? Natasha o traia sempre quando podia, eu sabia disso, e sempre falei para Lex, mas o idiota preferia não acreditar nunca! Até quando viu com os próprios olhos se negava a acreditar. Como podia ser tão idiota a esse ponto? Não era possível que ele a amava tanto assim para passar por cima de tantas coisas! Não era possível! Eu me negava a acreditar que Lex amava tanto Natasha a esse ponto, simplesmente não dava.

Mas naquele exato momento eu estava vendo tudo se repetir como se fosse um filme bem diante de meus olhos. Eles juntos novamente. Eu queria ir apenas lá e tirar ele das garras daquela biscate.

Ergui as sobrancelhas quando percebi que Lex tinha me visto, então dei passos para trás e sai dali, não queria que me encontrasse nesse estado deplorável, chorando por causa dele, e com raiva por não ser eu quem estava lá, beijando seus lábios mais uma vez.

Agora estava com tanta raiva, mas tanta que não queria vê-lo, e muito menos ouvir as merdas que provavelmente me diria. Não iria voltar atrás e ir atrás dele como fiz das outras vezes, não mesmo! Lex não valia tanto assim. Dessa vez ele poderia dizer o que quisesse, eu não me importava mais e não tinha mais medo de perde-lo.

Sai andando apressado enquanto virava o resto da minha garrafa de cerveja, e a jogando em qualquer lata de lixo que encontrei. Sequei meu rosto com as mãos, jogando meus cabelos para trás, respirei fundo e ergui minha cabeça, dando meu melhor sorriso, o suficiente para fazer minha covinha aparecer, afinal, todos gostavam dela. Parei ao lado do isopor de bebidas e peguei outra garrafa, até que um cara me olhou e sorriu.

– Oi. – Falei quando ele se aproximou, e coloquei uma mecha de meu cabelo para trás de minha orelha. – Quer? – Ofereci minha cerveja o olhando de cima a baixo. Hm, ele era até que bem gato.

– Quero outra coisa, digamos que mais interessante. – Um sorriso safado se formou no rosto dele, e isso me fez rir. Perfeito. Adorava pessoas assim que iam direto ao ponto.

– Hm, talvez eu possa te dar o que deseja. – Dito isso ele se aproximou e passou o braço ao redor de minha cintura fina. – Nossa, gostei disso. – Soltei minha cerveja a deixando cair na areia e joguei meus braços em seus ombros, olhando dentro dos olhos dele. – Me mostre mais do que você pode fazer. – Pedi, e nisso ele colou seus lábios nos meus em um beijo caloroso.

Porque eu estava fazendo aquilo? Não era óbvio? Estava alimentando meu próprio ego. Não ficaria sentando no meio fio chorando por causa de macho, pelo amor de Deus! Tem vários homens por ai que me querem, eu que não iria ficar me rastejando atrás do Alex, e sinceramente, mereço coisa melhor do que um cara que não sabe o que quer. Bem, por mais que estivesse pensando assim, sabia que mais tarde me arrependeria de estar fazendo tudo isso, mas agora não iria parar!

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