Capitulo 2 A lembrança

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 Ser apresentada ao Joe mexeu comigo, eu admito ok? Ele é lindo, misterioso, e exala perigo, não tem como esse Deus grego passar desapercebido para qualquer população feminina.
Mas eu não poderia ter nada com ele, como eu disse o cara tem 110% de perigo em seu DNA. Depois do almoço que tive e conheci possiveis amigos, corri para meu dormitório. Precisava colocar meus pensamentos em ordem. Joe Reynald me confundia e estar confusa não era algo me fazia ficar dando saltos de felicidade.

 Entrei rapidamente apenas para pegar o romance que estava lendo, e me dirigi a praça que ficava do lado norte do dormitório, um lugar calmo aonde eu não precise pensar em nada alem de Travis Maddox o bad boy da historia. Em poucos minutos me vi imersa no enredo.

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Eu estava para fora de casa, tudo estava calmo, fazia calor na minha cidade, cerca de 30 graus, foi por isso que sai da cama tão tarde, não conseguia dormir, precisava me refrescar. Silenciosamente sai do meu quarto e desci os lances de escadas, e  logo estava no jardim externo de nossa casa, lá tinha cheiro de plantas frescas, tudo o que se escutava era o canto de alguma cigarra e o barulho de alguns grilos.
Deitei-me na espreguiçadeira que mamãe tinha colocado lá para que pudesse aproveitar o sol-se-pôr enquanto lia para mim.
Uma sombra passou pela minha visão periférica do lado direito, senti um arrepio, mas me convenci de que não era nada, fechei meus olhos, apenas por alguns instantes, e quando me dei conta adormeci.  
Acordei desorientada ,mas logo me localizei, estava em casa, olhei para o grande quintal a minha frente e ao lado do meu balanço de pneu pendurado em uma arvore, estava ele, um sorriso perfeito, cabelos loiros e olhos que acenderia uma fogueira. Ele não devia ser muito mais velho que eu, talvez um menino de seus 10 anos, não mais do eu isso. O menino loiro, se aproximou de mim ainda sorrindo.

- O que faz no meu jardim? – tratei logo em perguntar em um tom desconfiado.

- Oi, resolvi dar uma volta pelo bairro, estou apenas de passagem.

Fiquei super animada por ter algum amigo novo no bairro, as vezes não tinha com quem brincar e logo esqueci que ele era um estranho, - Hm, você é novo no bairro?  - Perguntei sorrindo.

- Mais ou menos, ficarei pouco tempo, mas voltarei por você Avery.

- Como você sabe meu nome? – Perguntei, mas minha mente infantl logo deu incio a outra pergunta que parecia ser mais importante. – Quem é você?

- Alguem que você vai querer se lembrar, mas só vai me conhecer daqui a alguns anos.- Ele se virou para ir embora, eu estava confusa por isso não questionei.

Logo ele parou e fitou com um olhar triste e disse – Coisas ruins acontecem Avery, mas seja forte e em caso de perigo corra para seu castelo, okay?

-O que voc... – Antes que eu terminasse a frase ele desapareceu, assim puff!

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Acordei em um salto, aquele sonho era estranho e me deixava com uma aflição percorrendo meu corpo, a tensão começou a se esvair apenas quando estava quase no dormitório, aquele olhar, parecia não ser fruto da minha imaginação, era mais como uma lembrança esquecida, de antes do meu acidente. Andei pelo campus que já estava ficando escuro uma vez que já eram quase sete horas, apressei meu passo para chegar ao meu quasto, eu precisava urgentemente de um banho quente.

Uma mão forte me puxou e assustada, soltei meu grito patético de garotinha.

– Deus Avy, me desculpe, eu te chamei, mas você não  escutou.  - E lá estava em carne e osso, novamente, não o cara do sonho mas sim o próprio deus grego Joe Reynald . -Hm... Sem problemas, eu que estava distraída. - Consegui formular, já que minha cabeça estava a milhão rodando e rodando só de sentir o toque dele, um calor que percorreu meu braço e se espalhou pelo meu corpo alcançando o polo sul e o polo norte, eu tinha quase certeza que tinha senti algo entre minhas pernas.

Quase que imediatamente o sonho que tive a pouco desapareceu de minha mente. Apenas Joe estava lá. Retirei os olhos do seu toque e notei que Joe me observava com o maldito sorriso arrogante e sexy estampado no rosto, ele sabia! O safado sabia que me deixava nervosa e estava achando graça! – O que você quer Joe?

- Você esqueceu seu estojo na sala hoje mais cedo, lembrei que devia te devolver.

Somente neste momento que ele retirou a mão do meu braço e  tive que reprimir um suspiro de lamentação que se instalou entre minha boca e garganta. Joe pegou em sua mochila um pequeno estojo azul bebê. – Hm, obrigada, se é só isso eu...

 – Não Avy, não é só isso.

Ele se aproximou e seu cheiro intoxicou meus sentidos, ele cheirava ao que penso ser sua colônia pós-barba e algo como um perfume só dele. Estonteante! Amoleci quase que imediatamente, como se não bastasse, seu hálito quente percorreu meu pescoço fazendo cócegas, novamente senti um fogo me incendiar. – Avy?

- Hm?

 - Abra os olhos.

Ai droga!  Eu não acredito que eu realmente fechei os olhos como se estivesse naqueles livros de romances da minha estante, envergonhada e mais ruborizada do que pensei ser possível, fiz a única coisa que me deixaria mais humilhada, virei às costas e fugi, na verdade, eu corri como se o próprio diabo estivesse atrás de mim, e até onde eu sei, Joe Reynald podia ser.

Entrei correndo no dormitório, grata por Joe não ter vindo atrás de mim, eu realmente precisava colocar os pensamentos em ordem antes de poder encarar ele novamente. – Cresça Avery! Ele é apenas um cara, talvez o mais lindo de todos, mas e daí? Ele transpira problema e você veio para a faculdade para ficar longe disso!

Falei a mim mesma. Respirei fundo e logo tinha decidido que as aulas que teria com Joe e sentar próxima a ele na hora do almoço, seria o máximo de contato que teria com ele. Eu não estava em posição de ser próximo de alguém, muito menos de um Bad boy com tatuagem e maldito piercing de argola na boca.

Tomei um banho longo e demorado, aos poucos minha pulsação voltava ao normal, uma vez que não estava mais na presença de Joe o pensamento sobre o sonho que tive a pouco, aflorou-se cada vez mais.

Sai do banho enrolada em miha toalha, corri para meu quarto e coloquei meu pijama de flanela mais confortável mesmo preocupada a fome se mostrou logo e resolvi pedir uma pizza. Enquanto aguardava o entregador liguei a televião e selecionei a serie que mantinha minha atenção atualmente, coloquei o capito que parei e antes de apertar play, o interfone soou.

Peguei o dinheiro e desci correndo para pegar a pizza ,podia ver pela sombra da porta que o entregador era alto com o cabelo médio. Liberei o acesso pelo botão e quando o entregador abriu a porta e entrou quase tive um ataque, era ele o cara do meu sonho, notaria aquele olhar em qualquer lugar do mundo, ele sorriu e colocou a pizza em minhas mãos tremulas.

 – É você!  

- Olá Avery, eu disse que voltaria, acalme-se você esta com cara de que vai entra em choque

PA-RA TU-DO! Não era um sonho?! Ai meu Deus acho que vou desmaiar! - Respire Avery, logo tudo ficará claro para você querida, apenas respire. - Sussurrou o garoto loiro. 

 Fechei meus olhos e fiz o que ele me intruiu,  e quando voltei meu olhar para ele, Puff! O cara tinha sumido de novo, nesse momento a irritação subiu, se eu ja não achasse tudo estranho  o cara do nada desaparece. Balancei a cabeça a fim de tirar esse pensamento da mente, com certeza eu estava delirando, me virei para fechar a porta e como se chamado do alem, Joe aparece na porta do prédio e capta meu olhar, um lance de preocupação se arrasta nele e quando dou por mim ele esta me segurando em seus braços e me levando para o andar de cima.

A única coisa que fui capaz de fazer, antes de perder a consciência foi em não deixar a pizza cair.


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