Capitulo 18

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~Isa~

Corremos na direção oposta do grupo de Joaquim.
Não sei bem o porque, mas estou com um pressentindo ruim.
Paramos de correr quando chegamos no início da floresta.
—Procurem um tronco vazio para colocarmos a bandeira!- Benjamin ordena.
Bufo!
Ninguém merece receber ordens de uma panaca igual ele, aff!!!
Saio a procura de um tronco e Téo vem atrás de mim.
No começo fiquei um pouco incomodada, mas depois aceitei, pois tive uma ideia, e ele pode me ajudar.
—Téo?- chamo.
—Sim?- responde.
—Você quer ganhar esse jogo?- pergunto.
—Olha, de verdade, não! Eu até gosto de ganhar, mas com os meus amigos, e não com o chato do Benjamin! Por que?- fala
—É que, eu to com um pressentimento ruim em relação a Manuela, eu to sentindo que preciso ajudá-la!- explico.
—E você quer minha ajuda pra ajudá-la?- indaga.
—Sim!!!- digo meio sem graça- Mas só se você quiser, claro. Porque se você não quiser, não precisa, eu dou um jeit...
Ele põe a mão em minha boca me impedindo de falar.
—Eu ajudo!- sorri.
E que sorriso lindo!!!
Tirou a mão de minha boca lentamente, e olha do profundamente em meus olhos.
—Hãm, vamos!!- pisquei várias vezes para voltar ao mundo real e sair do mundo profundo dos olhos de Téo e o puxei correndo.
—Aonde vamos?- pergunta.
—Vamos achar minha irmã e mandar uma mensagem para ela- respondo.
Depois de um tempo correndo achamos o grupo dela.
—Chegamos bem a tempo, eles estão entrando na escola!- apontei.
Nos escondemos entre as árvores assim que ela nos viu.
—Téo, é sua deixa! Eu presiso que você escreva no ar a seguinte frase: "Se, se encontrar perdida, olhe pela água, e achará a saída"- eu peço e ele faz.
—Ela já leu!- comenta.
—Tá! Corre pro meio da floresta!- digo e saímos correndo.
—E agora?- me olha meio confuso.
—Agora precisamos achar uma poça de água! Choveu anteontem, deve ter alguma poça ainda né?- falo como se fosse a coisa mais normal do mundo.
—Ata, e...pra que exatamente?- continua confuso.
—Pra mim me comunicar com a Manuela!- arqueio as sobrancelhas.
—Hum, ainda não entendi!- faz cara de cachorrinho molhado.
—Assim, minha mãe me ensinou que podemos nos comunicar pelos elementos, por exemplo, eu vou colocar minha cabeça dentro de uma poça de água, falar minha mensagem e a Manuela vai poder ouvi-la se olhar pela água, ou seja também colocar a cabeça em uma poça de água!- expliquei e ele fica surpreso.
—Acho que entendi, mais ou menos!- ri.
Achamos uma poça facilmente.
Me ajoelho na frente dela e jogo minha cabeça contra a mesma.
"Manuela, eu sei que está precisando de ajuda! Quando meu grupo foi pra floresta, eu senti que algo ia acontecer. Duas semanas antes de você vir pra escola eu tive um sonho com você e o Joaquim correndo de um Adstrito, não sei exatamente o que está acontecendo, eu só sei que a saída é a sala dos protetores, tem um quadro grande na parede, tire ele da parede, que vai encontrar a saída! Por favor tome cuidado!"
Levantei a cabeça rápido de mais , por conta disso cai, sem querer levando Téo junto comigo.
Caímos, eu no chão e ele em cima de mim.
—Tá tudo bem?- pergunta
—Huhum, só fiquei um pouco sem ar!- respiro fundo.
Ao me recompor, percebo que ele está olhando pra mim, mas não em meus olhos, e sim mais pra baixo, por hoje eu estou usando uma blusa mais decotada.
Coloquei um braço sobre meus seios bruscamente, o assustando.
—Da pra sair de cima de mim?- falo seria.
—Ah, sim foi mal!- levantou, em seguida me ajudando a levantar.
—Vamos voltar logo, antes que o Benjamin perceba que saímos!- digo e ele assente.

~Joaquim~

A Manu acabou dormindo em meu peitoral.
Ela é tão linda!
Ela é a Isa são iguais, mas ela tem, sei lá, algo diferente, algo que chama minha atenção.
Sorrio olhando seu rosto angelical tão próximo do meu.
O que é isso Joaquim?
Para!
Seu foco é apenas em ser o melhor!
Nada de garotas pra atrapalhar!
Balanço a cabeça saindo de meus devaneios.
A sala ficou silenciosa, provavelmente o Adstrito já foi!
—Manu, acorda. A barra tá limpa!- faço carinho em seu cabelo tentando acorda-lá.
Depois de um tempinho ela abre os olhos.
—O que foi?- pergunta com uma voz de sono e os olhinhos semiabertos.
Que visão maravilh...
Esquece!
—Já podemos sair, acho que não tem nada lá fora.- digo com certa dificuldade pois, sem perceber, por estar meio dormindo ainda, ela aproxima seu rosto do meu.
—É, tá bem apertado aqui!- disse tentando se afastar de mim.
—Huhum!- concordo com a cabeça e abro a porta do armário.- Não tem nada mesmo, pode vir!- saio e ajudo ela a levantar.
—Que bom que ele foi embora!- diz quebrando o silêncio entre nós.
Assinto.
—Você também achou esse lugar estranho?- pergunto.
—Sim, não sei exatamente porque ele existe, na verdade eu nem saiba que tinha um lugar em baixo da escola- responde.
—Eu acho que, além de nós, ninguém sabe!- digo e ela concorda.
Começamos a andar pela sala e vejo vários papéis falando sobre uma tal de condenação, mapas, fotos dos nossos amuletos e outras coisas empoeiradas.
—Joaquim? Você sabe quem são eles?- Manu me entregou uma foto com os nossos protetores, e outras pessoas.
—Não!- falo.
—E você sabe me dizer se existem outras escolas como essa, de elementares?- indaga.
—É claro que não Manu, por que essas perguntas?- estranho.
"Aos nossos queridos protetores!!!", é o que está escrito atrás.- me mostrou a parte de trás da foto- Essas pessoas que estão juntos de nossos protetores, obviamente não são alunos!
—E como você sabe? Eles podem ser alunos sim.- digo mas não me convenço do que disse.
—Eles são adultos Joaquim!! Três adultos! Três protetores que não conhecemos!- diz séria .
—Tá, até pode ser, mas nós não temos ideia de quem eles são, e pelo o que parece os nossos protetores sabem da existência desse lugar!- falo.
—Precisamos sair daqui e falar com a minha irmã, talvez ela saiba de algo.- comenta.
—Tá bem! Como saímos?- olho em volta e não vejo nenhuma saída.
—O quadro!- aponta pro enorme quadro na parede.
Ela foi até o quadro e o tirou da parede, revelando uma passagem.
—Uma passagem? As pessoas que ficavam aqui provavelmente pensavam que teriam de fugir!- falo observando a passagem.
—Temos que descobrir o que está acontecendo!- ela diz e entra na passagem.- Vamos!!- me chama.
Pego os mapas, a foto que ela encontrou, os papéis e mais algumas coisas que talvez possam nos ajudar.
Quando ia entrar na passagem avistei um livro.
–Espera aí!- pego o livro e abro a primeira coisa que encontro dentro do livro é uma correntinha, com um pingente de floco de neve.
Guardo no meu bolso.
Olho a primeira página do livro e vi coordenadas, um endereço e um recado dizendo: "contem com isso para nos encontrar, e por favor não demorem!".
Arranquei a página e entrei na passagem.
Andamos uns seis metros até chegarmos em uma parede.
—Uma parede? Aqui devia ser uma saída!- Manu diz alterada
—Calma Manu, eu dou um jeito!- tento tranquiliza-lá jogando uma bola de fogo na parede.
Avistamos luz.
Ao finalmente sairmos do subsolo estávamos em um buraco.
—Olha tem uma corda!- Manu aponta e escala pela corda pra fora do buraco.
—Estamos na floresta!- falo puxando ela.
Andamos mas alguns metros até chagarmos ao pátio de fora, onde começamos o caça-bandeira.
Avistamos o pessoal todo reunido, com as duas bandeiras, provavelmente o jogo acabou; Isabela veio correndo até nós dois.
—Manuela, tá tudo bem? Quando Julia me contou o que houve fiquei tão preocupada!- disse desesperada e abraçou Manu.
—Isabela? Você por um acaso bateu a cabeça?- Priscila pergunta.
Isabela solta a irmã e percebe que estão todos olhando espantados pra ela.
—Hãm, foi...foi só uma preocupaçãozinha básica!- fala meio constrangida olhando a irmã.
—Huhum, sei!- minha irmã diz sarcástica.
—Como saíram de lá?- Dóris indaga.
—Hãm...nós..nós andamos por um tempo...e, e encontramos um buraco.....e uma corda, aí saímos!!- Manu fala nervosa.
—E como é lá em baixo?- dessa vez quem pergunta é meu irmão.
Manu e eu nos olhamos.
Ela balança a cabeça negativamente.
—Ah Felipinho, é normal, só tem chão!- minto.
É melhor sabermos o que é lá em baixo primeiro, pra depois sair espalhando por aí.
—Terminaram já?- Arthur aparece- Me desculpem não ter ficado, mas tive uma reunião de última hora muito importante!!- explica.
—Ah, sem problemas!!- falo.
—Então quem ganhou?!- pergunta.
—Nós, é claro!- Benjamin se gaba.
—Ótimo! Estão liberados, vocês têm meia hora até a próxima aula, nos vemos no almoço!- o Arthur parece estar nervoso, pois saiu correndo, estranho!
Benjamim se aproxima de mim e Manu.
—Viu princesa, se tivesse escolhido meu grupo, teria ganhado!- diz rodeando a Manu.
—Ganhar não é tudo pra mim!- Manu ri fraco.
—Eu sei, mas se quiser ganhar tudo, inclusive a mim...- pegou a mão dela- Eu to a sua disposição princesa!- piscou e beijou a mão dela.
Meu sangue ferveu.
Acompanhei com muito desgosto e raiva ele indo embora.
—Joaquim?- Téo me chama.
—Ah, oi cara!- cumprimento ele
—Você tá bem?!- pergunta
—To sim, só com, um pouco de raiva, do...você sabe!- respondo
—Ah sim, sei bem!- diz e ri.
—Isa, Téo, precisamos falar com vocês!- Manu fala e entramos...

Unicórnios coloridos🦄 do meu core❤️, demorei? Ss, mas a explicação tá lá na outra fic.
Entaum mais um cap prontinho é bem comprido tb, oq acharam???
Muitas revelações estão por vir, estou até anciosa.....

Bjinhus da Lari💜

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