Washington, D.C.

AGÊNCIA EAGLES EYES

》Luna Callavagner《

- Vocês estão quase lá, treinem mais um pouco e vocês estarão prontas para começar o próximo nível.  Estão dispensados. - digo e as crianças / adolescentes se retiram da sala.

Ser filha de um dos donos da Eagle Eyes é difícil,  você tende a adquirir a imagem de líder muito cedo, as suas responsabilidades dobram, e a pressão triplica, você é treinada para ser uma das melhores em tudo e a Única na sua área. Minha área é a de luta, tanto no chão quanto em pé, sou a mais "alta" da minha equipe e também a mais rápida. A agência é formada por famílias de todas as partes do mundo. 

A minha, família Callavagner, é de origem francesa, porém tenho uma mistura com italiano, daí surgiu o um dos sobrenomes mais importantes do mundo. Callavagner.

As outras famílias são as da minha equipe, que é formada pelas minhas melhores amigas, como nossas famílias são as donas/fundadoras da agência, elas têm a mesma pressão que eu, cada uma com sua área de especialização, porém todas treinadas do mesmo jeito, e ao mesmo tempo.

Cinco famílias, cinco garotas treinadas para ser as melhores, para serem líderes. Vendo assim parece até ser legal, e de fato por um lado é, porém nada é tão fácil. E nós cinco aprendemos isso do pior jeito, das piores maneiras, e até hoje temos cicatrizes e pendências com o nome da empresa.

O fone de comunicação em meu ouvido apita, e eu aperto em um botão no mesmo para atender, a pessoa do outro lado não espera nem eu tentar dizer "alô"

-Senhorita Callavagner, a senhora está sendo solicitada na sala do superior.

- Fale normal comigo Diana. Diga "Seu pai está lhe chamando na sala dele", isso lhe poupa de toda essa formalidade. - digo tirando as luvas de box das minhas mãos.

- Luna você sabe que são regras da empresa. Por mais que eu tenha lhe visto crescer e tenha lhe ensinado parte do que você sabe, é o meu trabalho. - Eu suspiro.

- Okay Diana, avisi-o que estou subindo. E eu não vou esperar se ele estiver Com visitas. - ela ri do outro lado da linha.

- Você não tem jeito né Luna? Mas tudo bem, irei avisa-lo. Até daqui a pouco. - ela desliga.

Me dirijo ao elevador, e aperto no botão com o número 7, eu iria pegar primeiro meu celular no meu andar, depois eu iria falar com meu pai. Esperei pacientemente o elevador apitar avisando que eu havia chegado, até que as portas se abriram e eu sai do elevador. Antes de chegar na porta do meu quarto (todos os agentes tinham um quarto/apartamento na empresa para ficarmos quando estamos em treinamento), a minha "assistente" chegou ao meu lado.

- Seu pai está a sua espera. - Ligia diz ao meu lado

- Ligia eu já disse que não preciso de uma assistente pra me lembrar dos meus compromissos. Já me ligaram informando isso, eu só vim pegar meu celular e uma toalhinha pra secar meu rosto. - digo e ela faz uma careta.

- A senhorita vai assim ver seu superior? Tome um banho, está toda suada. - ela fala e eu abro a porta e adentro o meu apartamento, pego o meu celular e coloco no bolso de minha leg preta, vou em direção ao meu guarda roupa e pego uma toalhinha branca e seco meu rosto e a coloco em meu ombro. Me direciono a porta, encontrando a mulher de 26 anos me olhando.

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