Parte II

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Eu sempre gostei de ser olhada, apreciada, desejada. A vaidade já existia dentro de mim desde cedo e pulsava forte. Com minha mãe, aprendi a idolatrar e colocá-la na frente de muitas coisas. Ela tem sido a prioridade em diversos momentos em minha vida. Sou intensamente vaidosa, pois foi nela que encontrei o meu refúgio.

Deixei-me levar pela vaidade e acabei não percebendo onde estava sendo levada. Estava tudo indo bem demais e eu não desconfiei de nada errado. Como o homem mais bonito, desejado e rico, que acabara de chegar à cidade, iria se encantar logo por uma adolescente do ensino médio?

A vaidade me cegou!

- Não brinque comigo. – Disse tentando manter a pose.

- Esses eventos e normalidades são um saco, não tenho paciência para isso. – Ele me fitou da cabeça aos pés. – Quer ir dá uma volta de carro comigo?

- Seria ótimo, se não fosse pelo fato que eu ficaria uma eternidade de castigo se sumisse. – Passei a mão na nuca. – Meus pais me matariam!

- Que seja. Pensei que você valia alguma coisa, mas é só uma garotinha. – Odeio ser desafiada. Quando ele começou a se virar, o puxei pelo braço.

Ele virou de uma vez e o beijei o mais rápido possível. Joguei meu corpo contra o dele com um beijo ardente e intenso. Fiquei distraída por um segundo, ao sentir sua pele fria. No entanto, deixe para lá, pois é noite e estamos em uma área ventilada.

Ele reagiu de forma positiva ao beijo, passando a mão pelo meu corpo e apertando minha bunda. Ipos pressionou seu corpo ao meu de tal forma que pude sentir o volume de seu membro rígido roçando em mim.

Quando percebi que a situação estava ficando muito quente e poderia chamar a atenção de outras pessoas ou dos meus pais, tentei o afastar. Mas Ipos é mais forte e não se moveu. Percebendo minha reação ele diminuiu o ritmo. Antes de me soltar, uma mordida em meu lábio inferior deixou minha boca com gosto de sangue.

Os olhos dele brilharam ao ver o filete de sangue escorrer. Ele esticou-se e passou a língua de forma felina no corte, lambendo o sangue. Parecia estar degustando, como se fosse um vinho caro e delicioso. Fiquei estática, sentindo um frio na espinha e um leve embrulho no estomago.

- Você sabe o quanto esse líquido é precioso? – Ele passou o polegar no canto da boca.

- É...

- Ficou muda? – Ele sorriu.

- Você é um pouco estranho.

- E você é saborosa. – Olhei para o salão e vi as meninas me encarando. Todas estavam boquiabertas vendo a cena de pegação entre eu e o ricaço Ipos. – Ainda vamos dar uma volta?

- Que seja! Tomara que valha a pena o risco. – Cheia de excitação, respondi de imediato. Sentindo o sabor da vitória misturado ao gosto de sangue.

- Você não imagina o quanto.

***

Ipos estava ouvindo um rock pesado e virando uma garrafa de whisky enquanto passava pela placa da entrada da cidade. Não sou de ficar assustada por qualquer coisa, mas ele estava bebendo e dirigindo em alta velocidade. Isso estava me deixando um pouco preocupada. Mas não vou acabar com a diversão por conta disso.

- Passa a garrafa. – Estendi a mão.

- Tem que fazer por merecer. – Ele sorriu e derramou um pouco da bebida no pescoço.

- Você é muito safado, mas não estou aqui para brincadeira.

- É o que espero.

Comecei a beijar seu pescoço e isso o deixou excitado. Ele pegou minha mão e colocou por dentro de sua calça. Comecei a estimular seu membro, enquanto ele bebia ainda mais. Ele segurou meu pescoço e me deu um beijo com pressão. Fiquei entre o tesão e o medo do carro bater, já que ele não estava olhando para a estrada, mas continuei mesmo assim.

Vaidade de EmilyOnde as histórias ganham vida. Descobre agora