Parte IV

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- Como assim, veneno? – Pergunta Phillip.

Briar Rose já está levantando e estendendo a mão para ajudar Phillip a se levantar. O príncipe oscila e tem dificuldades em manter-se de pé.

- Venha, podemos pegar o cavalo de Corvo e te levar até a cabana das minhas tias na metade do tempo.

- O que é isso? É o veneno? – Pergunta o príncipe. – Estou morrendo?

- Não, não está morrendo, Phillip.

- Então porque me sinto tão fraco, de repente?

- O veneno o fará dormir, em breve.

- Dormir não parece algo tão ruim. – Ele diz.

- Dormir pelo resto de seus dias Phillip.

***

Os dois caminham com Phillip apoiando-se em Briar Rose durante todo o caminho.

Quando estão novamente da cabana da Corvo, os dois montam no cavalo, com Phillip se segurando a Briar Rose, que faz o animal trotar com velocidade pela floresta.

Não demora para a noite passar e o dia tomar seu lugar, enquanto Briar Rose não dá descanso ao animal. Ao entardecer, eles chegam ao casebre das tias de Briar Rose, que logo aparecem do lado de fora sob os chamados da sobrinha.

- Mas o que há de tão urgente, Briar Rose? – Pergunta Merry, com as outras duas tias em seu encalço.

- Ele foi envenenado. – Briar Rose diz, enquanto ajuda Phillip a desmontar.

- Mal posso enxergar, Rose. – Diz o príncipe.

- Vai ficar tudo bem, Phillip. – Diz Briar Rose.

Suas tias a ajudam a leva-lo para dentro do casebre e o deitam na cama de Briar Rose.

- Briar Rose, o que houve? Você disse que ele foi envenenado! – Diz Flora.

- Isso não importa agora. O veneno o fará adormecer e logo morrerá de sede e fome se não tomar o antídoto. – Diz Briar Rose.

- Oh querida! Que coisa horrível! – Diz Fauna.

- Preciso que cuidem dele, vou conseguir o antídoto. – Diz Briar Rose às tias, enquanto coloca uma almofada por debaixo da cabeça do príncipe.

- Rose... – Diz a voz fraca do príncipe.

- Flora busque água fresca no riacho, Fauna, pegue mais madeira para a lareira, Merry, traga alguns panos limpos e cobertas. – Diz Briar Rose, em tom autoritário. As três senhoras sequer contestam suas ordens e saem apressadas do quarto.

- Não se preocupe, eu vou trazer o antídoto, Phillip. Você ficará bem.

- Não é tão ruim, já falhei de todas as maneiras que podia e não podia com minha irmã. Não faz mal ir encontra-la, eu acho.

- Não diga uma tolice assim. Tenho certeza de que essa não seria a vontade de sua irmã, Phillip.

Ele sorri em resposta.

- Mas é a sua, apesar de eu continuar sem saber a razão. – Completa o príncipe.

- Pode já ter sido, mas não é mais. Coloquei minhas vontades acima da vida de alguém e peço seu perdão por isso, Phillip.

O príncipe já está com seus olhos fechados e não emite qualquer som. Sua respiração está lenta como de alguém que está em sono profundo.

Briar Rose perde tempo apenas para encher seu cantil de água na tina do lado de fora da casa, quando Flora vem correndo ofegante e ainda com os baldes que deveria encher no riacho, vazios.

Aurora (COMPLETO)Leia esta história GRATUITAMENTE!